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Filha de Pitanguy diz que foi emoção enorme para ele carregar a tocha olímpica

Dezenas de amigos e parentes prestam homenagem ao cirurgião plástico Ivo Pitanguy, que morreu na tarde deste sábado (6), aos 93 anos, por enfarte do miocárdio. O velório ocorre na tarde deste domingo (7), no Memorial do Carmo, região central do Rio. Segundo Gisela Pitanguy, filha do médico, seu pai estava muito contente por ter participado do revezamento da tocha olímpica na sexta-feira (5), em cadeira de rodas, e por ter assistido à abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, em sua casa na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.

"Foi uma emoção enorme carregar a tocha, porque ele sempre foi desportista. Ele teve uma vida intensa, de muito trabalho e dedicação. Foi um privilégio conviver com ele e de alguma maneira ele foi nos ajudando a nos preparar para esse final", declarou Gisela, durante o velório do pai.

Segundo a filha de Pitanguy, o cirurgião pisou pela última vez num centro cirúrgico, para operar, quando já tinha 91 anos. O médico ainda fazia consultas até o início de 2016 e atualmente ainda auxiliava a sua equipe médica.

O neto Antonio Paulo Pitanguy Miller, que trabalhava com o avô, ressaltou a dedicação aos pacientes e legado à especialidade da cirurgia plástica.

"É uma perda emotiva para mim, muito grande, mas também para a especialidade. Ele deixou uma marca baseada em décadas de trabalho. Até o fim ele foi um maratonista, trabalhando, sempre de forma muito positiva", disse o neto.

O governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), esteve no velório para prestar sua solidariedade à família. "O Rio de Janeiro e o Brasil morrem um pouco", afirmou Dornelles.

A socialite Narcisa Tamborindeguy e as atrizes Maitê Proença e Maria Zilda foram algumas das pessoas que também estiveram presentes para se despedir de Pitanguy.

"Sempre vou me lembrar dele como um homem simpático, alegre, divertido, bem humorado, generoso, e um grande amigo que ele foi para mim", disse Maria Zilda.