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Força Nacional cerca acessos de favela onde militares foram atacados


A Força Nacional cercou os acessos das favelas do Complexo da Maré, na zona norte do Rio, na manhã desta quinta-feira. A ação é uma resposta ao ataque a três militares da corporação, na quarta-feira, por criminosos. Eles entraram por engano, de carro, na favela Vila do João, uma das mais violentas do conjunto. Um dos soldados, de Roraima, foi atingido gravemente e teve de passar por cirurgia.

Nesta manhã, integrantes da Força Nacional fazem revistas a moradores e veículos que circulam na região. Os acessos à Vila do João e à Vila dos Pinheiros foram bloqueados por carros da corporação, com agentes fortemente armados. Homens do exército também foram deslocados para a Favela do Timbau. A operação já provoca retenção no trânsito da Linha Amarela.

O estado de saúde do soldado que foi atingido por um tiro no rosto é estável. Hélio Andrade, da Polícia Militar de Roraima, passou por uma cirurgia de emergência na noite desta quarta-feira, que durou 4h30. Ele está internado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, zona norte da capital fluminense.

O capitão Allen Marcos Rodrigues Ferreira, da Polícia Militar do Acre, que também estava no carro, foi ferido por estilhaços e socorrido no Hospital Municipal Evandro Freire, mas foi liberado. O terceiro militar, o soldado Rafael Pereira, do Piauí, não teve ferimentos.

O Ministério da Justiça informou já ter identificado dois suspeitos dos disparos, mas ninguém foi preso ainda. O Complexo da Maré reúne 16 comunidades, com uma população de cerca de 130 mil pessoas. A Vila do João é um dos principais setores do bairro. Em março deste ano, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, anunciou que a Maré não receberia a Unidade de Polícia Pacificadora que era prevista, por causa da crise financeira do Estado.