22°
Máx
16°
Min

Governo federal quer criar plano de segurança emergencial para o Rio de Janeiro

O governo federal está desenvolvendo um plano de segurança pública emergencial para o Estado do Rio de Janeiro, informou nesta sexta-feira, 14, o ministro da Defesa, Raul Jungmann. O setor, que já estava prejudicado em função da grave crise financeira do Estado do Rio, sofreu mais um impacto com a saída do secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, que pediu demissão nesta semana. Na próxima segunda-feira, 17, o posto será assumido por Roberto Sá, que era o principal auxiliar de Beltrame na secretaria.

Tropas federais estão atuando no Rio desde 24 de julho - primeiro por conta da Olimpíada e da Paralimpíada e depois por conta da eleição municipal. Segundo Jungmann, o governador interino do Rio, Francisco Dornelles (PP), pediu ao presidente Michel Temer (PMDB) que as Forças Armadas continuem no Rio mesmo após a eleição.

"Há uma preocupação pontual, mas de emergência e importância, com o Rio de Janeiro pela importância do Estado e pelo pedido do governo do Estado", afirmou Jungmann.

Segundo o ministro, a presença das forças de segurança federais deve ser mantida, embora não com o mesmo contingente da Rio-2016, quando 22.015 agentes foram mobilizados. "Qualquer tipo de resposta deve ser feita de forma articulada, em conjunto com as forças de segurança do Rio, da polícia, da nossa inteligência e da Força Nacional. A tendência é que seja dada uma resposta positiva. De uma forma integrada que teve sucesso na Olimpíada, não com a mesma escala", disse o ministro. "Vamos procurar apoiar de alguma forma, mas não significa dizer que tenhamos a presença das Forças Armadas em definitivo", concluiu.

Plano nacional

O ministro da Defesa também contou que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lucia, está organizando um grupo para discutir um plano de segurança pública nacional. Além do STF e do Ministério da Defesa, participam as Forças Armadas, o Ministério Público, o Ministério da Justiça, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A ideia foi lançada durante reunião realizada nesta quinta, 13, na presidência do STF, e outra reunião - agora para iniciar efetivamente o debate - vai ocorrer em 28 de outubro.

Segundo Jungmann, Temer indicou o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, para tratar dessa questão no âmbito do governo federal, inclusive organizando iniciativas dentro do Poder Executivo. "O Brasil atravessa uma crise na segurança. Na quinta, a convite da ministra Cármen Lúcia, participamos de uma reunião para tratar deste assunto", contou o ministro.

Eleições

Jungmann informou também que o Ministério da Defesa está se programando para atuar no segundo turno das eleições municipais, garantindo a votação e a apuração nos municípios que solicitarem auxílio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por enquanto, segundo o ministro, dos 55 municípios onde haverá segundo turno, o TSE só aprovou o uso das Forças Armadas em São Luís, capital do Maranhão.