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Há dez anos moradores pedem retirada de tanque abandonado

Um tanque com produtos químicos se encontra abandonado na av. Cândido Camargo, no Jardim Ana Maria, em Santo André, há uma década. O reservatório que já sofreu com vários incêndios ainda possui piche em seu interior. O risco existente não afasta moradores de rua e dependentes químicos, que utilizam o local como abrigo e para o consumo de drogas.

O terreno é frequentemente utilizado por transportadoras de caçambas. São caminhões de grande porte que ocupam irregularmente a área criando uma série de problemas. Os moradores afirmam que as casas chegam a trepidar com a movimentação. O descarte de entulho ocorre a qualquer hora, apesar de algumas placas no local alertarem que tal prática é crime.

A existência de um córrego ajuda a piorar as coisas ainda mais. O local está tomado pelo mato e a quantidade de lixo existente, como carcaças de animais e restos de comida, colabora com o mal cheiro, e a proliferação de ratos e pernilongos. Reclamações dão conta de que há pelo menos 20 anos a prefeitura tem conhecimento da situação, mas não faz nada a respeito.

O aposentado Lourenço Ferro dos Santos reside há pelo menos 30 anos em uma casa térrea em frente ao terreno. Ele relata que o problema tem ficado cada vez pior, principalmente com as invasões. " A gente só vê o problema crescer e ninguém resolve nada, a não ser os candidatos a vereador que sempre estão atrás de voto", desabafa.

Dona Maria Raimunda reside na região há pelo menos quatro décadas, e, segundo ela, o abandono nunca foi tão grande. Sua preocupação também diz respeito a ocupação irregular. "Olha, primeiro foi a ocupação do tanque e agora nos últimos dias mais pessoas estão chegando, e a gente vê que a coisa está perdendo o controle", relata.

Procurada, a Prefeitura de Santo André ressaltou que tem atuado de várias maneiras para garantir a limpeza do terreno. Quanto ao córrego informou que o mesmo é limpo periodicamente e que inclusive já existem ações programadas para os próximos dias. Quanto ao tanque a prefeitura salientou que até o momento ainda não encontrou uma maneira de retirá-lo, apesar das inúmeras tentativas.