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Larvicida não tem relação com casos de microcefalia, assegura Ministério da Saúde

Em 41 casos  foi confirmada  a relação entre a malformação e o vírus Zika causado pelo mosquito (Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas) - Larvicida não tem relação com casos de microcefalia, assegura Ministério da Saúde
Em 41 casos foi confirmada a relação entre a malformação e o vírus Zika causado pelo mosquito (Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas)

Em função da polêmica causada pela suspensão do governo do Rio Grande do Sul do larvicida Pyriproxyfen por suspeita que que possa estar causando microcefalia, o Ministério da Saúde divulgou hoje (13) uma nota dizendo que só é permitido o uso de produtos recomendados pela Organização Mundial de Saúde. O Pyriproxyfen seria usado na eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika.

No documento, é lembrado que alguns locais onde o Pyriproxyfen não é usado também foram registrados casos de microcefalia. "Ao contrário da relação entre o vírus Zika e a microcefalia, que já teve sua confirmação atestada em exames que apontaram a presença do vírus em amostras de sangue, tecidos e no líquido amniótico, a associação entre o uso do Pyriproxifen e a microcefalia não possui embasamento científico".

Dados

Boletim divulgado ontem pelo Ministério da Saúde mostra que 462 bebês nasceram com microcefalia. Em 41 casos foi confirmada com exames laboratoriais a relação entre a malformação e o vírus Zika. A pasta ainda investiga 3.852 notificações de malformações em recém-nascidos.

Em 2015 mais de 1,6 milhão de pessoas tiveram dengue e mais de 800 morreram em decorrência deste vírus.

Informações Agência Brasil e Ministério da Saúde