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Lentidão cai 8,7% e acidentes caem 38,5% nas Marginais após 1 ano de redução

Um ano após a redução da velocidade máxima nas Marginais do Tietê e do Pinheiros, dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostraram que a quantidade de acidentes com vítimas - mortos ou feridos - e a lentidão nas vias apresentaram queda de 38,5% e 8,7%, respectivamente. Especialistas veem os resultados ligados ao aumento da capacidade de fiscalização da Prefeitura.

Em 20 de julho do ano passado, a administração municipal adotou a redução da velocidade, limitando a 50 km/h, 60 km/h e 70 km/h nas pistas locais, centrais e expressas dos mais de 46 quilômetros das vias. Em meio a polêmicas e até ação judicial contra a política (mais informações nesta página), a decisão da gestão Fernando Haddad (PT) sobreviveu.

Informações da CET apontaram que o número de acidentes com vítimas passou de 608 no primeiro semestre de 2015 para 380 no mesmo período desse ano; em 2014, aconteceram 763 ocorrências nos primeiros seis meses do ano. Os dados levam em consideração registros de campo feito por homens da companhia, já que, como a reportagem mostrou na terça-feira, 19, a Secretaria da Segurança Pública do Estado está há seis meses sem repassar boletins de ocorrência para análise da CET. A companhia destacou que a melhoria ocorreu mesmo diante do aumento do número de veículos circulando: a frota passou de 7,8 milhões de veículos em 2014 para 8,1 milhões em dezembro do ano passado.

Radares

De 2013 a 2016, o número de radares fixos nas marginais aumentou 405%, passando de 19 para 96, além de 10 radares pistola que funcionam em 35 pontos de revezamento. "As pessoas foram obrigadas a seguir as medidas, por causa da quantidade de radares. Elas tiveram de se adequar", diz o professor da Universidade Mackenzie Luiz Vicente de Mello Filho.

Para ele, um investimento isolado em fiscalização não ataca a causa do problema. "Se continuar assim, ficaremos nessa briga de gato e rato em que o motorista diminui a velocidade quando passa por um radar, mas depois volta a acelerar. É preciso discutir educação de trânsito."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.