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Mãe e padrasto são presos suspeitos de matar e queimar corpo de jovem

(Foto: Reprodução Facebook) - Mãe e padrasto são presos suspeitos de matar e queimar corpo de jovem
(Foto: Reprodução Facebook)

Uma gerente de supermercado foi presa na tarde desta quarta-feira (11) pela suspeita de ter assassinado o próprio filho a facadas em Cravinhos (SP). Segundo a Polícia Civil, ela afirmou em depoimento que o jovem teria ameaçado a família e estava envolvido com drogas, o que motivou o crime. Após o homicídio, ela e seu atual marido levaram o corpo até um canavial e atearam fogo ao mesmo. Os dois confessaram o crime e o homem também foi preso. O advogado deles afirma que entrará com um pedido de habeas corpus à Justiça.

Facas usadas no crime e pulseira encontrada junto ao corpo foram apreendidasFacas usadas no crime e pulseira encontrada junto ao corpo foram apreendidas 

De acordo com informações da polícia, o crime ocorreu na madrugada do dia 29 de dezembro após mãe e filho terem discutido. Durante a briga, a suspeita, identificada como Tatiana Lozano Pereira, pegou uma faca e atacou seu filho, Itaberli Lozano, no pescoço, que morreu ainda no local.

Com a ajuda do padrasto do rapaz, o tratorista Alex Canteli Pereira, a mãe retirou o corpo do filho enrolado em um edredom da casa onde moravam e levou até um canavial localizado próximo à Rodovia José Fregonesi, onde o corpo foi incendiado.

Desaparecimento

Dias depois de Itaberli ter sido morto, uma avó do rapaz registrou um boletim de ocorrência e avisou as autoridades que o jovem estava desaparecido desde o fim de ano de 2016. Policiais Militares localizaram os restos mortais da vítima em uma área próxima da Fazenda das Flores, em Cravinhos.

Junto ao corpo, os agentes encontraram uma pulseira que era utilizada por Itaberli e começaram a desconfiar que o corpo era do adolescente que havia sido dado como desaparecido pela avó.

Suspeita

Nesta quarta-feira, policiais foram até a casa da mãe de Itaberli e ela confessou o crime. Em depoimento, Tatiana afirmou que o filho dela com o atual marido, um menino de 4 anos de idade, teria sido ameaçado por Itaberli e diz que os problemas na família teriam aumentado após o jovem morto ter começado a se envolver com drogas.

Ela diz ainda que a criança estava na casa no momento do crime. Tatiana explicou que Itaberli estava morando com a avó paterna e voltou para casa horas antes do crime ocorrer.

De acordo com a suspeita, o marido dela, e atual padrasto do jovem, não presenciou ou ouviu o crime porque estava dormindo e só foi acordado por ela após o jovem ter sido assassinado.

A mãe do jovem, Tatiana Lozano Pereira, e o marido, Alex PereiraA mãe do jovem, Tatiana Lozano Pereira, e o marido, Alex Pereira 

A polícia apreendeu duas facas na residência. Além disso, as autoridades não acreditam na versão de que o padrasto de Itaberli não tenha ouvido ou presenciado a briga e posterior assassinato porque a residência onde a família mora é pequena. Devido a isso, tanto Tatiana quanto Alex foram indiciados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.

O delegado Elton Testi pediu a prisão temporária do casal por 30 dias. A polícia ainda investiga se o crime foi premeditado e se outras pessoas poderiam ter participado do homicídio. Uma nova perícia será realizada na casa utilizando luminol.

Tatiana foi levada para a Cadeia Feminina de Cajuru (SP), enquanto Alex foi encaminhado para a Cadeia de Santa Rosa de Viterbo. Nenhum dos dois possuía passagens pela polícia. Pelas redes sociais, amigos e familiares do rapaz prestaram homenagens e lamentaram a morte.

Defesa

O advogado do casal, Fabiano Ravagnani Júnior, afirma que irá pedir um habeas corpus para seus clientes. Ele alegará legítima defesa de Tatiana e estado de violenta emoção do casal.

Mãe não aceitava homossexualidade do jovem

O tio paterno do adolescente afirma que a mãe, que confessou ter matado o próprio filho, não aceitava a homossexualidade dele. “A mãe dele não aceitava e a gente já desconfiava, porque ela não quis prestar queixa. Acho que a mãe tem que cuidar do filho e não fazer o que ela fez. Ele era um rapaz que trabalhava, era educado, era um menino, mas estava na fase de trabalhador”, disse Dario Rosa. 

Segundo o tio, o adolescente discutia muito com a mãe e, por esse motivo, decidiu ir morar com ele e a avó paterna, em 27 de dezembro do ano passado. Para Rosa, o crime foi motivado pelo fato de o jovem ser homossexual. Dario disse que o adolescente ficou na casa da avó até a noite de 29 de dezembro, quando voltou para casa após receber uma ligação da mãe no celular. A partir daí, Lozano não foi mais visto pelos familiares.

"Chegou um carro em casa, ele entrou e saíram. Depois disso, minha mãe foi até a casa dele e perguntou. A mãe disse que não sabia dele e falou que ele poderia estar morando na casa de algum amigo, tentando desviar a investigação”, contou.