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Mais de 100 tremores secundários são sentidos na Itália e mortos chegam a 73

O número de mortos no terremoto de magnitude 6,2 que atingiu as cidades centrais de Amatrice, Pescara del Tronto e Accumoli, na Itália, nesta quarta-feira, subiu para 73, afirmou a Agência de Proteção Civil da Itália. As equipes de resgates estão com dificuldades de chegarem até às pessoas por causa dos escombros espalhados pelas ruas das cidades e devido aos mais de 100 tremores secundários.

No entanto, Francesco Peduto, presidente do Conselho Nacional da Itália de geólogos, disse que outros grandes terremotos não eram suscetíveis de ocorrerem imediatamente.

Equipes de resgate ainda tentam resgatar centenas de pessoas presas nos escombros, uma vez que prédios e casas desabaram quando os moradores estavam dormindo. Os socorristas lutavam para chegar ao centro da cidade por causa dos escombros nas ruas. O tremor ocorreu às 3h36 (pelo horário local) e foi sentido na maior parte da região central do país, inclusive na capital, Roma.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) estima que o terremoto teve magnitude 6,2 e que seu epicentro foi em Norcia, cerca de 170 quilômetros a nordeste de Roma. Já o Centro Sismológico Europeu do Mediterrâneo calculou a magnitude do tremor em 6,1.

O desastre representa um desafio para o governo do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, em demonstrar sua capacidade de responder de forma mais eficiente do que no passado. Na Itália, a reconstrução após desastres naturais e indenizações às vítimas acontecem de forma lenta, ineficiente e atormentados por escândalos.

A Itália tem um histórico de desastres causados por terremotos. Isso porque uma extensa construção ilegal deixa muitos edifícios mal construídos especialmente vulneráveis a terremotos. E muitos edifícios mais antigos não foram protegidos contra tremores, além da falta de materiais e estruturas anti-sísmicas.

"Áreas como as atingidos nesta quarta-feira, onde as casas são construídas muito próximas umas das outras ou estão em zonas de montanha, levam a situações muito difíceis", disse Peduto. "Nós estamos levantando os principais desafios nas cidades pequenas e centros históricos, bem como formas de proteção". Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press