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Mês de junho foi o mais quente já registrado na história

(Foto: Divulgação/Nasa) - Mês de junho foi o mais quente já registrado na história
(Foto: Divulgação/Nasa)

Mesmo com o frio acima do normal registrado em regiões do Sul e Sudeste do Brasil, em relação à temperatura global o mês passado bateu o recorde de junho de 2015 e se tornou o mais quente já registrado na história, de acordo com relatórios da agência espacial norte-americana (Nasa) e da agência de oceanos e atmosfera dos Estados Unidos (NOAA).

Com temperaturas acima das médias históricas em quase todos os continentes - com exceção da América do Sul - o mês de junho foi o mais quente desde o início dos registros da NOAA há 137 anos. Trata-se também do 14° mês consecutivo a quebrar os recordes de temperaturas mensais - a mais longa série de recordes ininterruptos desde 1880.

A única região continental do planeta onde as temperaturas em junho de 2016 foram mais baixas do que a média histórica, segundo a NOAA, foram as áreas central e sul da América do Sul.

De acordo com os cientistas da NOAA, junho de 2016 teve médias de temperaturas 0,9°C acima da média do século 20, ultrapassando em 0,02°C o recorde de junho de 2015, que havia sido o mais quente da história.

Segundo a NOAA, já há indicações de que 2016 poderá bater o recorde do ano passado, considerado o mais quente da história. Até agora, entre o início de 2016 e junho, a média de temperatura global foi 1,05°C maior que a média do século 20.

Essa foi a temperatura global mais alta já registrada na história no primeiro semestre de um ano, ultrapassando em 0,2°C o recorde anterior, de 2015.

Frio no Brasil

O frio registrado no Sul e Sudeste do Brasil no mês passado não contradiz os recordes de calor no planeta, segundo a meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo. "É preciso entender que esses recordes se referem às médias globais de temperatura, mas não significam que o mês tenha sido mais quente em todos os pontos do planeta. No Brasil, se tivemos frio no Sul e partes do Sudeste, tivemos calor intenso mais ao norte", disse Josélia ao jornal O Estado de S. Paulo.