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Miliciano suspeito de envolvimento na morte do presidente da Portela é preso

Foragido da Justiça e acusado de liderar um grupo de milicianos, Diogo Maia dos Santos, de 33 anos, foi preso em flagrante na manhã deste domingo, 16, após ferir duas mulheres a tiros dentro de um bar em Copacabana, na zona sul do Rio.

Santos já era suspeito de envolvimento na morte de Marcos Falcon, presidente da escola de samba Portela assassinado a tiros em 26 de setembro em Osvaldo Cruz, na zona norte. Ele também é investigado por suspeita de envolvimento na morte do sargento reformado da Polícia Militar Geraldo Antônio Pereira, ocorrido em 17 de maio no estacionamento de um clube no Recreio dos Bandeirantes (zona oeste do Rio). Nenhuma das duas investigações foi concluída até agora.

Por volta das 5 horas deste domingo, Santos estava em um bar na Rua Viveiros de Castro, em Copacabana, quando confundiu uma mulher que também estava no bar com uma inimiga. Ele sacou uma pistola e atirou várias vezes contra a mulher, que foi atingida no abdome. Uma amiga dela acabou atingida em uma das pernas por estilhaços. As duas foram levadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro, onde a primeira vítima foi submetida a cirurgia e está em estado grave. A segunda já recebeu alta.

Santos conseguiu fugir, mas foi localizado no apartamento em que morava, na Avenida Prado Júnior. A polícia apreendeu no imóvel seis pistolas, 20 carregadores, munições e uma algema.

Santos foi levado à 12ª DP (Copacabana), onde se constatou que era foragido da Justiça. Condenado a oito anos de prisão por homicídio qualificado, ele cumpria pena no Instituto Penal Cândido Mendes. Autorizado a trabalhar fora, saiu em 12 de dezembro de 2015 e não voltou mais.

O Disque-Denúncia oferecia recompensa de R$ 1.000 por informações que levassem à prisão de Santos, acusado pela polícia de liderar um grupo de milicianos que domina a comunidade da Boiúna, em Jacarepaguá (zona oeste). Segundo o Portal dos Procurados, site com informações sobre foragidos, em 2005 ele foi preso acusado de integrar um grupo de oito jovens que espancaram seguranças do NorteShopping. Em 2013 ele voltou a ser preso, em um posto de gasolina, portando uma pistola calibre 40 com a numeração raspada e uma carteira de habilitação falsa, e também foi acusado de matar um padeiro.