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Ministro da Justiça revelou que líder do grupo suspeito de integrar célula terrorista é de Curitiba

(Foto: ANDRE VIOLATTI / Estadão Conteúdo) - “Líder do grupo é de Curitiba”, diz Ministro da Justiça
(Foto: ANDRE VIOLATTI / Estadão Conteúdo)

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (21), o ministro da Justiça Alexandre de Moraes, detalhou a operação ‘Hashtag’ realizada pela Polícia Federal com o objetivo de prender 12 brasileiros que planejavam atentados terroristas durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Dos mandados expedidos, 10 foram cumpridos e os outros dois, seguem, conforme o ministro, sendo monitorados. Os nomes e nem detalhes sobre os presos foram divulgados, mas, Alexandre de Moraes afirmou que o homem apontado como ‘líder’ do grupo, é de Curitiba.

A Polícia Federal revelou, em nota, que os mandados judiciais foram expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba. Foram, de acordo com a nota, 10 prisões temporárias, duas conduções coercitivas e 19 buscas e apreensões, nos estados do Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

O Ministério da Justiça destacou que foram apreendidos computadores e celulares, que terão prioridade total na perícia.

Conforme o ministro, a ação foi coordenada pela Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal e as investigações apontaram que os integrantes do grupo vinham sendo monitorados e que tiveram a prisão decretada após contatos com o Estado Islâmico e a constatação de ‘atos preparatórios’, que no caso seriam preparações, como participação em cursos de artes marciais, preparação sobre armas e munições, bem como o contato com um site de armas clandestinas no Paraguai, para a compra de fuzis AK47. “Eles não tinham contatos pessoais entre eles, a reunião era através da internet, e nem mesmo com o Estado Islâmico, mas a partir do juramento que alguns deles fizeram ao Estado Islâmico, que é uma espécie de batismo, passaram a fazer parte do EI e o alerta se acendeu”.

Alexandre de Moraes afirmou que o monitoramento também apontou que o Brasil não fazia parte da lista de alvos do Estado Islâmico, mas que a possibilidade se abriu a partir da realização das Olimpíadas, com a vinda de muitos estrangeiros ao País.

Também não havia, conforme o ministro, alvos específicos. “Vale explicar que esta foi a primeira ação com base na Lei Antiterrorismo, que permite a prisão a partir da constatação de atos preparatórios. Até então, não havia ainda definição de locais onde os ataques poderiam acontecer efetivamente”, diz. “Em nenhum momento falaram em bombas. Possivelmente os atos envolveriam tiros, já que eles planejavam a compra de AKs47”.

O presidente de uma ONG humanitária, foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos, uma vez que a ONG, “supostamente fazia apologia ao Estado Islâmico nas palestras”.