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Mirassol (SP) tem cinco mortes por H1N1 e faz apelo por vacinação

A Secretaria de Saúde da cidade de Mirassol, no interior de São Paulo, confirmou nesta sexta-feira, 22, a quinta morte causada pela gripe H1N1 na cidade de 57,3 mil habitantes. A vítima, o pedreiro Claudionor Fernandes de Brito, de 36 anos, morreu na quarta-feira, 20, após permanecer internado no Hospital de Base de São José do Rio Preto. Agora já são 30 mortes causadas pelo vírus na região noroeste do Estado, que tem mais de 300 casos confirmados da doença. O elevado número de óbitos levou a Secretaria Estadual de Saúde a antecipar a campanha de vacinação nessa região.

Em Mirassol, a prefeitura está fazendo um apelo às pessoas do grupo de risco para comparecerem aos postos de vacinação. O objetivo é atender 13 mil pessoas dos grupos prioritários, mas o número de vacinados ainda é inferior a 80% desse público. "As pessoas acham que, se estão tomando remédio, não precisam da vacina. Todos os que estão no grupo de risco devem buscar a imunização", disse Camila Nunes, coordenadora da unidade de saúde central.

De acordo com ela, nos quatro casos anteriores de morte, as vítimas eram do grupo de risco e apenas uma tinha sido vacinada. "Já que não podemos vacinar pessoas fora do grupo de risco, quem faz parte não pode deixar de se imunizar."

O pai do pedreiro morto, o aposentado Antero Fernandes Brito, disse que o filho estava saudável até apresentar os sintomas da gripe. Ele procurou uma unidade de saúde em Mirassol no dia 26 de março e foi liberado, mas no dia seguinte voltou a passar mal. Do posto de saúde, o pedreiro foi levado para o hospital de Rio Preto e ficou 24 dias em coma. "Ele não tinha nenhuma doença, não bebia, não fumava e era muito forte", disse Brito. Segundo ele, o filho deixou a mulher grávida de quatro meses.