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'Moita', Padula e ex-secretário de Alckmin vão depor sobre fraudes na merenda

A bancada do PT conseguiu aprovar na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de São Paulo convite para depoimentos do ex-secretário da Educação do governo Alckmin (PSDB) Herman Voorwald - que deixou o cargo em dezembro de 2015 -, do ex-chefe de gabinete da Pasta, Fernando Padula e do ex-chefe de gabinete da Casa Civil do tucano, Luiz Roberto dos Santos, o 'Moita'.

Padula e 'Moita' são alvos da Operação Alba Branca - investigação sobre suposto esquema de fraudes em licitações da merenda escolar que teria se infiltrado em pelo menos 22 prefeituras paulistas e mirava inclusive em contratos da Educação do Estado.

Herman Voorwald foi citado por um dos investigados da Alba Branca como suposto recebedor de propina de R$ 100 mil para proteger uma antiga fornecedora da Educação. O ex-secretário, indignado, desafia que provem a denúncia.

O principal alvo da Operação Alba Branca é o deputado Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. O Tribunal de Justiça do Estado quebrou o sigilo bancário e fiscal de Capez e também de aliados dele, Luiz Carlos Gutierrez, o Licá, e Merival dos Santos, o 'Meriva'.

O lobista Marcel Júlio, que fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral de Justiça, afirmou que em 2014 Capez pediu propinas para financiar sua campanha à reeleição. Capez não admite suspeitas sobre sua conduta. Ele afirma que jamais recebeu propinas da organização desmontada pela Alba Branca e abriu mão espontaneamente de seu próprio sigilo bancário e fiscal, antes mesmo que o Tribunal de Justiça tomasse a medida.

Os pedidos para os depoimentos do ex-secretário da Saúde, de Fernando Padula e de 'Moita' estavam engavetados desde 19 de abril por causa do pedido de vistas do deputado Carlão Pignatari (PSDB).

Os depoimentos estão marcados para este mês - 'Moita' no dia 10, Padula dia 24 e o ex-secretário, 31.