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Mortes de pedestres em SP caem 17% no primeiro semestre

(Foto: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas) - Mortes de pedestres em SP caem 17% no primeiro semestre
(Foto: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas)

Segunda maior causa de mortes no trânsito de São Paulo, os óbitos de pedestres por atropelamento caíram 17% no primeiro semestre deste ano, na comparação com mesmo período de 2015. De acordo com dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito de São Paulo (Infosiga), foram 729 mortes no Estado até junho, ante 879 nos primeiros seis meses do ano passado. Desse total, 72% são homens e 33% têm mais de 60 anos.

Coordenadora do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, Silvia Lisboa afirma que, ao lado dos motociclistas, líderes do ranking, os pedestres são o foco das ações para reduzir o número de vítimas no Estado. "Não existe curso de pedestre como existe curso que ensina a dirigir. A questão é mudar o comportamento das pessoas, principalmente por meio de ações educativas", diz.

Uma delas está focada em campanhas como a feita ontem, no Dia Mundial do Pedestre, em lembrança à data em que a imagem dos Beatles atravessando a faixa de pedestres em Abbey Road, em Londres, foi capturada pelo fotógrafo britânico Iain MacMillan. Em outra frente, o grupo mapeia pontos mais críticos atrás de soluções pontuais no trânsito, como a instalação de passarelas e melhorias na iluminação e sinalização.

Um exemplo é na Rodovia Raposo Tavares, em Sorocaba, onde o número de mortes de pedestres caiu de sete para dois após a instalação de seis passarelas ao longo de dez quilômetros. Segundo Silvia, as maiores reduções de morte de pedestres aconteceram em Praia Grande, com a diminuição de 84%, e Itanhaém, com a queda de 89%, ambas no litoral, e em Atibaia, com queda de 71% nas rodovias por meio de melhorias na sinalização e iluminação e implementação de radares de velocidade na Fernão Dias.

Leste

Moradores da Vila Romão, na zona leste de Sorocaba, que tentam atravessar a Raposo sem usar a passarela para pedestres, dão de cara com o aposentado Francisco Eugênio Furtado, de 58 anos. Após presenciar atropelamentos e mortes, incluindo a do filho de um amigo, ele se tornou uma espécie de fiscal do trecho, entre o km 88 e o km 89, onde duas pistas expressas e duas marginais da rodovia cortam o bairro. "Eu falo para eles que a pressa encurta a vida. Sempre me ouvem."

O trecho tem duas passarelas em 300 m e o aposentado é testemunha de que a instalação dos equipamentos reduziu o número de mortes, como mostram os números do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito. "Já faz anos que não tem morte de atropelado aqui."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.