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MP investiga eficiência do 'Aedes' transgênico em Piracicaba

A promotoria de Piracicaba do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu inquérito para investigar a eficiência do Aedes aegypti geneticamente modificado no controle do transmissor da dengue, chikungunya e zika na cidade do interior paulista. O MP acatou representação de ativistas e pesquisadores alegando que os dados divulgados pela prefeitura e pela empresa Oxitec sobre os resultados da soltura de mosquitos num bairro da cidade são imprecisos.

A promotora Maria Cristina Marton Correa Seifarth, de Defesa do Meio Ambiente, expediu ofícios solicitando informações à prefeitura e à empresa. No fim de janeiro, com base em dados da Oxitec, a prefeitura divulgou que a dispersão do mosquito transgênico - o 'Aedes do bem' - reduziu em 92% a presença de potenciais transmissores no bairro Cecap/Eldorado. O projeto foi iniciado em abril de 2015 e, desde então, são soltos 800 mil mosquitos por semana na região tratada. Diante do resultado, a prefeitura anunciou a expansão do programa para a região central da cidade.

De acordo com a representação, a epidemia de zika é um componente novo que não foi estudado no início do projeto - a cidade tem 47 casos suspeitos de infecção pelo vírus e outros dois confirmados, em gestantes. Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre prefeitura, empresa e MP não autorizava a extensão do projeto a outras regiões da cidade. De acordo com a promotora, o TAC continua em vigor.

Até a conclusão do inquérito, a soltura do mosquito em outras áreas da cidade fica embargada. A prefeitura informou que vai prestar as informações solicitadas pelo MP. Em nota, a Oxitec informou que até a tarde desta terça-feira, 16, não havia recebido qualquer questionamento da prefeitura ou do MP.