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Oito presos da Operação Hashtag são denunciados pelo Ministério Público Federal

(Foto: Ilustração) - Oito presos da Operação Hashtag são denunciados pelo MPF
(Foto: Ilustração)

Na manhã desta sexta-feira (16), o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra oito pessoas que foram presas durante a Operação Hashtag desencadeada pela Polícia Federal pouco antes das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Conforme o MPF, eles devem responder pelos crimes de promoção de organização terrorista e associação criminosa. Cinco dos presos também responderão por incentivo de crianças e adolescentes à prática de atos criminosos e um dos envolvidos é acusado ainda de recrutamento para organização terrorista.

Além do oferecimento da denúncia, a Promotoria pediu a prisão preventiva dos oito denunciados e ainda a aplicação de medidas alternativas aos outros seis investigados na operação.

Os acusados são: Alisson Luan de Oliveira, Leonid El Kadre de Melo, Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, Israel Pedra Mesquita, Levi Ribeiro Fernandes de Jesus, Hortêncio Yoshitake, Luís Gustavo de Oliveira e Fernando Pinheiro Cabral.

Investigações

O grupo, integrado por brasileiros, vinha sendo monitorado há algum tempo - principalmente após as autoridades brasileiras receberem um relatório do FBI americano sobre os envolvidos - e seus integrantes foram presos em nove estados (Paraná, Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul). Por meio de quebras de sigilo telefônico, as autoridades rastrearam redes sociais, sites acessados e as mensagens trocadas entre o grupo pelo aplicativo Telegram, e verificaram intensa comunicação entre os integrantes, conclamando interessados a se organizar para prestar apoio ao Estado Islâmico, inclusive com treinamento já em território brasileiro.

Alguns dos envolvidos chegaram a noticiar a realização do ‘batismo ao Estado Islâmico’, jurando fidelidade à organização terrorista. Também foram identificadas mensagens de celular relacionadas à possibilidade de se aproveitar o momento dos Jogos Olímpicos para a realização de ato terrorista (inclusive com diálogos sobre como confeccionar bombas caseiras).

Doze dos envolvidos na investigação foram detidos no mês de julho, exatamente duas semanas antes da abertura das Olimpíadas, e encaminhados para a Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Outros três foram presos em fases seguintes da mesma investigação.

Atualização

Em coletiva na tarde desta sexta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) deu mais detalhes da operação. Foram divulgados áudios de conversas entre os acusados, que planejaram bastante as ações, mas não chegaram a concretizar nenhuma delas. Entre os 15 presos , seis serão soltos no próximo domingo (18).

Confira os trechos divulgados:




Colaboração MPF