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ONU cobra apuração sobre morte de mulher após abordagem da PM

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou nota em que pede apuração sobre a morte de uma mulher após abordagem da Polícia Militar em Ribeirão Preto (SP). Luana Barbosa dos Reis, de 34 anos, era negra e homossexual, motivos que segundo familiares colaboraram para que fosse agredida por policiais.

Na publicação feita em seu site na internet, nesta quarta-feira, 4, a ONU pede que "sejam respeitadas as responsabilidades internacionais diante dos tratados de direitos humanos". Diz ainda tratar-se de "um caso emblemático da prevalência e gravidade da violência racista, de gênero e lesbofóbica no Brasil".

Cita também que "o número de afrodescendentes mortos em ações policiais é três vezes maior do que o registrado entre a população branca no Estado de São Paulo". O documento é assinado por Amerigo Incalcaterra, representante para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, e por Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

Apuração

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se manifestou pedindo o afastamento de três policiais militares envolvidos no caso. E a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo passou a supervisionar a apuração interna da Polícia Militar e o inquérito da Polícia Civil, por meio de um conselheiro enviado a Ribeirão Preto.

Familiares alegam que Luana foi agredida e morreu porque se negou a ser revistada por policiais do sexo masculino. Já o comando da Polícia Militar alega que ela reagiu à abordagem e precisou ser contida após agredir os PMs, tendo um deles machucado o pé e o outro sofrido ferimentos na boca.