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Para instituto, projeto de termoelétrica no RS deveria trazer alternativa

O Ibama deve conceder, nesta semana, a licença prévia para a construção de uma nova usina termoelétrica a carvão no Brasil, a Ouro Negro, planejada para ser construída na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. O projeto é criticado por ambientalistas, que alegam que vai contribuir para o aumento das emissões de gases de efeito estufa e também aumentar em 25% o consumo de água em uma região já considerada crítica em termos de oferta hídrica.

Os pesquisadores do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) defendem que outras alternativas tecnológicas deveriam ter sido consideradas, no projeto da usina Ouro Negro, para evitar o uso da água, como o resfriamento a ar. "O EIA (estudo de impacto ambiental) se limita a informar que essa alternativa não é muito usada em usinas de grande porte, porque poderia perder eficiência. Mas na África do Sul, por exemplo, tem uma usina de 4 mil megawatts funcionando assim. Na China e nos Estados Unidos também", disse o pesquisador Gabriel Viscondi. A usina Ouro Negro terá capacidade de geração de 600 megawatts.

O Iema estimou ainda que a usina deve contribuir com um aumento de 7% das emissões de gases de efeito estufa do sistema elétrico brasileiro, em comparação com os valores apresentados no relatório do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases (Seeg), de 2014.

Sobre esse aspecto, por meio de nota, o Ibama informou que "a bacia aérea tem capacidade para receber a termoelétrica, uma vez que nem todos os empreendimentos previstos para a região foram instalados." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.