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Passageiros não sentem diferença no tempo de espera

Quem espera o transporte para casa nos pontos espalhados pelos corredores de ônibus da cidade diz não sentir mais tanta diferença no que se refere ao tempo de viagem. "Teve uma melhora, sim, há um ano mais ou menos, quando foram feitas umas mudanças lá perto do terminal Cidade Tiradentes (zona leste). Boa parte do tempo que o ônibus ficava parado era no trânsito de lá. Mas foi a única coisa que mudou. O segundo ônibus que eu tomo, por exemplo, não teve mudança nenhuma no tempo de viagem nem na espera", diz o auxiliar administrativo Luís Henrique Trigo, de 36 anos.

Diariamente, ele sai da zona leste e vai, de ônibus, até o Terminal Pedro II, no centro da cidade. De lá, muda de coletivo para seguir viagem até o Itaim-Bibi, na zona sul, onde trabalha. Diz ter sentido redução do tempo de viagem na primeira condução do dia, apenas.

Outra trabalhadora da zona sul, a comerciária Marina Okamura, de 26 anos, que mora no Jabaquara, usa apenas um coletivo. "Pego o ônibus na estação do metrô e ele desce até a Avenida Ibirapuera", conta. "Como não entro no horário de pico, acho que a viagem é até tranquila, dá para ir sentada. O que acontece é que o ônibus passa por muitas ruas que não precisava, meio que andando em círculos. Aí a viagem demora. Às vezes vou de carro para o trabalho e gasto mais ou menos meia hora. De ônibus, quase sempre demora uma hora. Não fica mesmo preso no congestionamento nas avenidas, dá para ver os carros parados enquanto se passa na faixa exclusiva. Mas a viagem demora mais."

A passageira diz acreditar que o tempo de viagem seria menor se houvesse mais coletivos à disposição do passageiro. "Espero mais ou menos 15, 20 minutos até o ônibus chegar. Não sei se o problema é que faltam ônibus para as linhas ou se é planejamento mesmo. Tem de fazer linhas mais rápidas. Parece que quem organiza isso não anda de ônibus", reclama a comerciária.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.