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Pesquisa da FGV quer entender como aproximar ensino técnico do mercado

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) iniciou uma pesquisa com o setor industrial e as escolas de ensino técnico no Estado de São Paulo para identificar como melhor adaptar o aprendizado às demandas do mercado de trabalho. O levantamento deve ser finalizado em novembro e tem o objetivo de indicar caminhos para que o país consiga aumentar a produtividade.

André Portela, professor da Escola de Economia da FGV e um dos coordenadores da pesquisa, explica que o país vive uma "combinação perversa" com a produtividade do trabalho estagnada nas últimas décadas, mudança demográfica com encaminhamento para o envelhecimento da população e baixa escolaridade média dos brasileiros.

"Temos uma urgência em aumentar a produtividade, porque nos próximos anos não vamos ter uma população jovem para trabalhar. A melhor forma é investir na educação, no ensino profissionalizante. Mas precisamos identificar aonde está a separação entre o que é oferecido nas escolas técnicas profissionalizantes e as demandas das empresas", disse Portela.

De acordo com Portela, a pesquisa será feita em São Paulo porque o Estado concentra setores chaves da indústria para entender as demandas do mercado de trabalho. "Precisamos entender melhor como preparar esses jovens para o mercado de trabalho, saber o que está faltando. Porque essa não é uma demanda só das empresas, mas também dos jovens para que consigam melhores empregos."