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Planos de saúde terão de oferecer exame de zika

(Foto: Divulgação/AEN) - Planos de saúde terão de oferecer exame de zika
(Foto: Divulgação/AEN)

A partir de 6 de julho, os planos de saúde estarão obrigados a oferecer aos clientes três exames para detecção do vírus zika. A determinação consta de norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicada no Diário Oficial da União.

A agência estabeleceu prazo de 30 dias para que as operadoras de planos de saúde organizem as redes de atendimento e de laboratórios. Os exames que passam a integrar o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, lista de cobertura obrigatória pelos planos, são o PCR (Polymerase Chain Reaction) e os testes sorológicos IgM e IgG.

O PCR serve para detectar o vírus nos primeiros dias da doença e é recomendado para gestantes que apresentem sintomas de zika, mas no máximo cinco dias após o surgimento dos primeiros sinais da doença. O IgM identifica anticorpos na corrente sanguínea e é recomendado para gestantes com ou sem sintomas da doença nas primeiras semanas de gestação (pré-natal), com repetição desse procedimento ao fim do segundo trimestre da gravidez, para bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus zika e para recém-nascidos com má-formação congênita sugestiva de infecção pelo vírus.

Já o IgG serve para verificar se a pessoa já teve contato com o vírus da zika em algum momento da vida e é recomendado para gestantes ou recém-nascidos que realizaram pesquisa de anticorpos IgM cujo resultado foi positivo. O foco das novas determinações é a detecção de casos de microcefalia.

Força-tarefa

Diante do grande número de casos de microcefalia que ainda permanecem em investigação, o Ministério da Saúde ainda decidiu prorrogar por mais dois meses a força-tarefa lançada para tentar dar maior agilidade para diagnóstico da doença. Quando foi lançada, em março, havia no País pelo menos 4.230 famílias que aguardavam uma conclusão sobre se o bebê era portador ou não da síndrome, que em 90% dos casos pode levar à deficiência mental.

De acordo com a pasta, ao longo dos dois meses, o número de definição de casos aumentou 136%. Mas há ainda 3.162 crianças em avaliação. Até o momento, 1.468 casos foram confirmados. COLABOROU LÍGIA FORMENTI