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Polícia envia à Justiça inquérito sobre morte de mulher na frente da filha

As investigações sobre a morte de Christiane de Souza Andrade, de 46 anos, esfaqueada na frente da filha de 7 anos em julho deste ano, foram concluídas e o inquérito policial encaminhado à Justiça. Rojelson Santos Baptista é acusado dos crimes de homicídio qualificado, pela dificuldade de defesa da vítima, e feminicídio, (assassinato por motivo de gênero). Ele teve a prisão temporária convertida em preventiva (sem prazo predefinido).

O crime provocou comoção nas redes sociais por causa da divulgação de um vídeo em que a menina, desesperada, pede socorro e menciona o nome do agressor. As imagens foram gravadas por um cinegrafista amador na porta do Hospital Souza Aguiar, no centro, onde Christiane morreu.

De acordo com as investigações, Christiane caminhava com a filha pela rua Haddock Lobo, no Rio Comprido, região central do Rio, quando foi abordada por um homem. Ela foi atacada por ele com facadas no pescoço quando saía do supermercado com a filha. Christiane foi levada para o Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil informou que testemunhas foram ouvidas e apontaram Rojelson como autor do crime. Uma das pessoas ouvidas disse que a vítima e o preso eram namorados. Dois dias após o crime, Rojelson foi espancado por pedestres. Policiais militares conduziram o acusado até a Delegacia de Homicídios (DH).

Segundo a Polícia Civil, Rojelson foi ouvido e confessou a autoria do crime. Ele teria dito que discutiu com Christiane minutos antes do crime porque ela tinha decidido terminar o relacionamento amoroso. Rojelson disse ter ficado descontrolado e, então, deu duas facadas em Christiane, fugindo em seguida.

A filha da vítima também foi ouvida em entrevista realizada por psicólogos da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), na presença do delegado da DH e de conselheiras do Conselho Tutelar. A criança reconheceu Rojelson como o homem que esfaqueou sua mãe. "Com o objetivo de garantir a tutela necessária à criança, testemunha ocular de um bárbaro crime, ela foi encaminhada para ser auxiliada pela Secretaria Estadual de Direitos Humanos", segundo nota da Polícia Civil.

O Delegado de Polícia Fábio Cardoso, titular da DH, informou que a pena máxima para o crime de feminicídio é de 30 anos de prisão e destacou a importância da alteração legislativa que introduziu a qualificadora no crime de homicídio, "garantindo a punição adequada e mais severa para quem mata a mulher em razão da sua condição feminina".