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Rio Sorocaba tem baixa poluição e volta a ser bom para peixes

Em fins de semana, aficionados da pesca amadora ocupam as margens do Rio Sorocaba, no trecho em que o manancial corta a cidade do interior paulista. Com a melhora na qualidade das águas, os peixes estão repovoando o rio que, num passado remoto, já foi muito piscoso.

Com um pouco de sorte, os pescadores conseguem fisgar lambari, cará, tambiú, bagre, traíra e até tabarana usando caniço simples, de bambu, ou apetrechos mais sofisticados. Há relatos de pesca de curimbatás e pacus nos trechos mais profundos.

O Rio Sorocaba tornou-se muito poluído a partir da década de 1960, quando passou a receber grande carga de esgotos e poluentes industriais. Um programa de despoluição do rio foi iniciado em fins da década de 1990, com a interceptação dos esgotos lançados em seus afluentes. O projeto avançou na década seguinte com a construção de coletores e sistemas de bombeamento nas margens do Rio Sorocaba. A ação foi complementada com a construção de estações de bombeamento e tratamento do esgoto.

A recuperação de remanescentes de mata ciliar e a arborização das margens também ajudaram a recuperação da fauna, incluindo espécies como o cágado e o jacaré-de-papo-amarelo, e ainda aves, como socó, biguá e garças. Um estudo sobre a biodiversidade do município, feito em 2014, identificou 53 espécies de peixes no rio, córregos e lagoas do entorno.

Análises realizadas em agosto por alunos de engenharia ambiental do campus local da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostraram que a qualidade da água é a melhor dos últimos dez anos. Em todas as coletas, o índice de oxigênio situou-se acima de 5 miligramas por litro, o que favorece a vida aquática.

O Sorocaba, principal afluente da margem esquerda do Rio Tietê, é formado pelos Rios Sorocabuçu e Sorocamirim e percorre 227 quilômetros até a foz, banhando nove cidades.