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Rômulo Mello, presidente do ICMBio, morre aos 58 anos

(Foto: Divulgação) - Rômulo Mello, presidente do ICMBio, morre aos 58 anos
(Foto: Divulgação)

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, morreu na manhã desta segunda-feira, 10, aos 58 anos. As primeiras informações são de que ele foi vítima de um enfarte.

Primeiro a ocupar o cargo no instituto, que foi criado em 2007 como um desmembramento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para atuar especificamente na gestão das unidades de conservação federais, Mello foi responsável por consolidar o órgão. Voltou ao posto em junho deste ano, a convite do recém-empossado ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Engenheiro agrônomo formado pela Faculdade de Ciências Agrária do Pará, Mello ocupou vários cargos no governo federal na área ambiental. Foi técnico de carreira do Ibama desde sua fundação, em 1989, chegando à presidência em 2002. Só deixou o cargo em 2007, quando foi para o ICMBio, inicialmente como diretor de Conservação da Biodiversidade e, a partir de julho de 2008, como o primeiro presidente.

Chegou ao cargo máximo do no órgão após se submeter a um processo seletivo que incluía apresentar um plano de gestão para o ICMBio. Foi selecionado por um comitê formado pela então ministra Marina Silva, o então secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e pelos ambientalistas Paulo Nogueira Neto, Fábio Feldmann e Cláudio Valladares Pádua.

Pediu demissão do ICMBio no começo de 2012, já na gestão Izabella Teixeira, alegando estar cansado após quatro anos à frente do órgão, mas segundo foi noticiado na época, teria ocorrido um desgaste de sua relação com a ministra.

Enquanto era presidente do Ibama, foram criados 6,8 milhões de hectares de áreas protegidas, distribuídos por 20 unidades de conservação (UCs) federais, entre elas o Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque. Depois, enquanto era presidente do ICMBio, foram criadas mais 12 unidades de conservação.

O ministro Sarney Filho lamentou a morte do amigo. "Testemunhamos, na convivência com ele, a sabedoria, a inteligência e a paixão que dedicou às questões socioambientais, na nossa luta cotidiana pelo meio ambiente. Sua amizade e seu trabalho, firme e generoso, farão imensa falta na nossa gestão."

Mello deixa mulher e três filhos. Ainda não há informações sobre o sepultamento.