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Situação hoje de segurança hídrica é melhor que em 2015, aponta Sabesp

O diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Rui Affonso, afirmou nesta quarta-feira, 28, que a combinação entre o início do período chuvoso, o maior equilíbrio entre oferta e demanda de água e as obras emergenciais realizadas pela empresa fizeram com que a situação atual de segurança hídrica na região metropolitana de São Paulo seja melhor do que a verificada no ano passado.

"Temos hoje mais segurança para enfrentarmos o ano de 2016", disse Affonso, durante teleconferência com analistas e investidores. "O resultado desses fatores possibilitou que, desde setembro de 2015, o volume reservado nos sistemas de abastecimento estivesse num nível maior do que no ano passado".

O executivo ainda afirmou que o pedido feito pela Sabesp à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) para o cancelamento do Programa de Incentivo à Redução do Consumo de Água a partir de maio ocorreu em função das melhores condições hídricas, que somadas à conclusão ou ao estado adiantado das obras de ampliação da segurança hídrica permitem uma maior previsibilidade em relação aos níveis dos mananciais.

O programa foi implantado em 2014, em meio à crise hídrica, oferecendo desconto para os consumidores que economizam água, via bônus. No início de 2015, foi instituída também a cobrança de tarifas de contingência (multas) para quem elevasse o consumo.

Questionado se a Sabesp chegou a cogitar a possibilidade de uma "interrupção parcial" do Programa de Incentivo à Redução do Consumo de Água, isto é, com a eliminação do bônus, mas manutenção da tarifa de contingência, Affonso ressaltou que essa hipótese não foi trabalhada com a Arsesp em nenhum momento. "O objetivo do bônus e da multa era ajustar a demanda à oferta de água. Em nenhum momento, trabalhamos com qualquer hipótese de manutenção da tarifa de contingência com objetivo arrecadatório", disse.