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Universitária foi morta a facadas em Sorocaba por não dar celular

A universitária Keyla Domingues Nogueira, de 20 anos, assassinada a facadas quando esperava o ônibus para a faculdade, no dia 2 deste mês, em Sorocaba, no interior de São Paulo, foi morta por ter resistido a entregar o celular ao criminoso. A Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira, 20, que o autor do latrocínio é o ex-presidiário Erivelton dos Santos Vieira, de 31 anos, preso na sexta-feira, 18. Ele nega o crime, mas a polícia diz que a jovem foi morta por resistir ao assalto.

Inicialmente, suspeitava-se de crime passional, já que vizinhos ouviram uma discussão e o homem dizendo: "Falei que ia te pegar, sua vagabunda".

Na noite do crime, a polícia chegou a informar que nada havia sido levado da vítima, embora tivesse constatado o desaparecimento do celular, que passou a ser rastreado. Seis dias depois, o aparelho foi religado com outro número.

Policiais descobriram que o responsável pelo aparelho o tinha comprado num site de vendas pela internet. O celular, avaliado em R$ 2 mil, foi negociado por R$ 600.

A investigação levou a Erivelton, que tinha cumprido pena de 13 anos por roubo e foi solto em novembro do ano passado. Ele morava no Jardim Vitória Régia, mesmo bairro de Keyla, mas não conhecia a vítima.

Segundo a polícia, foi um crime de ocasião, já que ele saiu de casa para cometer o furto e encontrou a universitária no ponto de ônibus. A discussão ouvida pelos vizinhos indica que ela resistiu ao assalto. A jovem foi atingida por golpes de faca no abdome e nas costas.

Na casa do suspeito, foram encontradas roupas com manchas que podem ser de sangue. As peças serão submetidas a exame de DNA. A mulher do suspeito chegou a ser detida por eventual acobertamento do crime, mas foi liberada. A arma usada para matar Keyla não foi localizada.