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Usado para socorrer o Cantareira durante a crise, Guarapiranga cai pelo 27º dia

Apesar de atravessar sequência negativa, o Sistema Cantareira foi o único dos principais mananciais de São Paulo a não sofrer queda no volume armazenado de água, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta segunda-feira, 25. Sem chuva, os reservatórios que compõem o sistema ficaram estáveis, mas já não registram aumento de água represada há 13 dias.

O Cantareira opera com 65,8% da capacidade, de acordo com a Sabesp, que considera no cálculo duas cotas de volume morto que já deixaram de ser captadas como se fossem volume útil do sistema. O índice é o mesmo do dia anterior.

A última vez em que o manancial teve aumento foi no dia 12 de abril, quando o nível do sistema subiu de 66,1% para 66,2%. Uma das razões para a sequência negativa é o período seco. Neste mês, choveu apenas 0,9 milímetro, enquanto a média histórica de abril é de 88,7 mm.

Já de acordo com o índice que desconsidera o volume morto do sistema na conta, o Cantareira sofreu queda de 0,1 ponto porcentual. Os reservatórios registram 36,5% da capacidade, ante 36,6% no dia anterior. O terceiro índice ficou estável em 50,9%.

Outros mananciais

Usado para socorrer o Cantareira durante a crise, o Guarapiranga perdeu água represada pelo 27º dia e recuou 0,3 ponto porcentual. Com a queda, o nível do sistema desceu de 80,5% para 80,2%.

O Alto Tietê caiu pelo oitavo dia. A perda de 0,2 ponto porcentual fez o nível do sistema descer de 40,8% para 40,6% - índice que considera um volume morto acrescentado ao cálculo em 2014.

Em termos proporcionais, o Rio Claro foi quem sofreu a maior perda: 0,6 ponto porcentual. O sistema opera com 99,1%, contra 99,7% no dia anterior. Por sua vez, o Rio Grande e o Alto Cotia caíram 0,5 e 0,2 ponto, respectivamente, e estão com 87,1% e 98,2% da capacidade.