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USP devolve prédio da Estação Ciência ao governo estadual

Com problemas orçamentários, a Universidade de São Paulo (USP) vai devolver o prédio da Estação Ciência, na Lapa, zona oeste da capital, para o governo do Estado. De acordo com a reitoria da universidade, a decisão foi tomada depois de a instituição calcular os custos das reformas necessárias para reabrir o local, fechado para visitação desde março de 2013. Ainda segundo a instituição, o projeto não será encerrado, mas seu conteúdo expositivo será transferido para outros prédios, na capital e no interior.

"Foi uma decisão tomada pela universidade ao se avaliar o montante de recursos que seria necessário para reformar o prédio, que, além de muito oneroso para o momento e para o atual contexto, seria de difícil aplicação em um imóvel que não lhe pertence", informou a USP em nota à imprensa.

Inaugurada em 1987, a Estação Ciência, uma instalação com atrações educativas interativas em todas as áreas do conhecimento, recebia, em média, 300 mil visitantes por ano.

Diretor da atração entre 1994 e 2003, o físico Ernst Hamburger foi um dos principais responsáveis pela consolidação do espaço de divulgação científica. Professor aposentado do Instituto de Física da USP, Hamburger lamentou ontem a perda do espaço na Lapa.

"Fiquei muito triste quando fecharam a Estação Ciência há alguns anos e acho uma pena que aquele espaço já conhecido pela população deixe de concentrar o projeto. Em alguns momentos, a Estação Ciência chegou a receber 1 milhão de visitantes por ano. A cidade ficará carente de museus de divulgação científica e perderá um de seus principais espaços culturais e educativos", disse.

Segundo a USP, apesar da dispersão dos equipamentos, a Estação Ciência continua existindo e um novo diretor será designado para desenvolver um novo projeto expositivo. "Reabrir uma nova Estação Ciência em outro local, mas com exatamente a mesma concepção e conteúdos, não seria a melhor opção."

Crise. O Estado mostrou ontem que as universidades paulistas, incluindo a USP, receberam do governo estadual, no primeiro quadrimestre do ano, R$ 2,89 bilhões, menor repasse desde 2009.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.