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Vendavais matam quatro pessoas em Santa Catarina

Microexplosões de vento atingiram cidades catarinenses neste domingo, 15, e mataram ao menos quatro pessoas. Em meio aos destroços, a Defesa Civil procura mais corpos. Vinte pessoas ficaram feridas e foram levadas para o hospital de Curitibanos.

Três pessoas permanecem em estado grave; os demais foram liberados. Uma mulher foi transferida para o Hospital de Caçador, no Oeste, com traumatismo craniano. As cidades mais atingidas são Ponte Alta do Norte, no Planalto Serrano, e Porto União, no Norte de Santa Catarina. Os ventos podem ter ultrapassado os 130 km/h.

De acordo com a Defesa Civil, microexplosões são fenômenos de poder destrutivo como os tornados. Acontecem quando o vento, que se move dentro uma nuvem de tempestade, desce rapidamente para o solo, fazendo uma varredura.

A comunidade Antônio Cândido, em Porto União, foi fortemente atingida. Não sobrou nenhuma parede da chácara de Arthur Leonor Rebein, 54 anos, uma das vítimas fatais. Outras cem residências foram atingidas no bairro.

Em Ponte Alta do Norte, postes e fios de luz também foram arrancados: 95% da cidade está sem energia elétrica. Os bombeiros trabalham desde às 20 horas deste domingo. Três mortos, identificados como Daniel da Silva Farias, 62 anos, Valdivina Alves de Oliveira, 55 anos e Francisco Alves Proença, de 90 anos, foram retirados dos destroços de uma casa no município.

A Polícia Militar informou que é grande o número de animais mortos pelo vendaval. Como as cidades afetadas estão em áreas rurais, são encontrados vacas, bois e ovelhas abatidas. As plantações foram completamente destruídas.

O governador Raimundo Colombo conversou com os prefeitos de Porto União, Anísio de Souza, e de Ponte Alta do Norte, Silvio Granemann Calomeno, para se atualizar dos estragos e publicou uma nota: "É um momento muito triste para o nosso Estado. O governo fará tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar essas pessoas."

Conforme a Epagri/Ciram, uma nova frente fria deve chegar nesta segunda-feira, 16, em Santa Catarina. Há riscos de novos temporais e desabamentos.