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Vendedora que recebeu apenas um voto, que não foi o dela, é empossada em Dracena

(Foto: Reprodução Facebook) - Com um único voto, vendedora é empossada vereadora
(Foto: Reprodução Facebook)

Uma vendedora de 25 anos, moradora de Jundiaí, em São Paulo foi ‘convocada’ pela Justiça Eleitoral para assumir o cargo de vereadora, na cidade de Dracena, no interior do Estado de São Paulo e distante cerca de 590 quilômetros de Jundiaí. Ela morou em Dracena e em 2012 foi candidata a vereadora. O fato até não seria tão ‘esquisito’, não fosse a situação de ela ter recebido apena um voto, que nem foi o dela.

Alyne de Oliveira Zolin revelou que “decidiu candidatar-se a vereadora, mas, desistiu da campanha eleitoral e mudou de cidade. Ela não estava em Dracena no dia da votação”.

Agora, o vereador Rodrigo Castilho, teve o mandato cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) por infidelidade partidária. Ele saiu do PSD (Partido Social Democrático) e se filiou ao PSDB fora do prazo permitido. Como Alyne é a única candidata que ainda é filiada ao PSD, partido que elegeu Castilho, ela torna-se, automaticamente, a primeira suplente ao cargo. A determinação foi do juiz da 149ª Zona Eleitoral da Comarca de Dracena, Marcus Frazão Frota. O parlamentar já recorreu da decisão.

Quem votou?

“O voto que eu recebi eu nem sei de quem foi. Eu tive problemas pessoais durante a campanha, estava fora da cidade no dia da eleição e justifiquei meu voto. Pensei que tinha sido de um amigo, mas ele disse que não foi. Até hoje não sei", contou. "O partido estava sendo criado com ideais diferentes, propondo mudanças interessantes, então decidi arriscar. Mas houve um imprevisto e não investi na campanha".

A nova vereadora já pediu demissão na ótica e transferiu o curso para uma faculdade de Dracena. Ela vai receber um salário de R$ 4.473,68, que, diz, não é muito maior do que ela ganha na ótica. Por enquanto, o marido, que é metalúrgico, vai ficar em Jundiaí e os dois querem se encontrar aos finais de semana.

A vendedora foi a candidata menos votada entre os 109 candidatos que disputaram uma cadeira na Câmara de Dracena. O mais votado, na época, conseguiu 1.728 votos.

Apesar de a oportunidade ter caído no seu colo, ela diz que quer trabalhar e ser atuante como vereadora. "Eu amo Dracena. Sou de Presidente Epitácio [cidade vizinha], mas morei quatro anos lá e queria voltar. Quero mostrar que esse único voto valeu a pena, estudar como anda a cidade, o que pode ser feito nesses quatro meses. Não vou ficar parada."

Colaboração Folha de São Paulo