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Zona Azul mais cara é para 'inibir' estacionamento, diz Haddad

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), negou nesta segunda-feira, 28, que o encarecimento da Zona Azul em regiões como a Avenida Paulista e os bairros de Pinheiros e Jardins seja uma estratégia voltada para "áreas ricas" da capital. Prevista no Plano Municipal de Mobilidade, com metas para até 2030, a chamada tarifa regional vai seguir a regra da oferta e da procura, elevando o preço em locais com muita demanda. A expectativa é que o reajuste atinja mais de 15 mil vagas, ou 40% do total.

"Ele (o Plano) prevê diferenciação de tarifa para estacionamento. A distinção não é essa (áreas ricas). É em áreas que absorvem estacionamento e em áreas que não (absorvem)", explicou o prefeito.

De acordo com Haddad, tornar o preço da Zona Azul mais alto é uma estratégia para desestimular a circulação de carros em regiões com tráfego já intenso. "Onde você quer inibir o estacionamento de carros, uma das maneiras é proibir e a outra é encarecer."

Segundo o prefeito, não há estudo definitivo sobre a diferenciação de valores da Zona Azul por região. Também não há prazo para implementação da mudança. Ele lembrou que as metas previstas no Plano Municipal de Mobilidade têm até 2030 para serem colocadas em prática. "É mais uma diretriz a ser observada pelos administradores do que propriamente uma decisão para agora", afirmou Haddad.

Segundo o assessor especial da Secretaria dos Transportes, Josias Leche, após concluir a informatização do estacionamento público rotativo, o município vai estabelecer diferentes taxas, de acordo com a região. Hoje, o preço é padronizado: R$ 5 por hora.

O mapa oficial mostra que a capital tem atualmente 38.972 vagas. Vias do centro e da zona oeste são as que mais concentram locais para estacionar, com destaque, justamente, para os bairros de Pinheiros, Itaim e Jardins. Segundo a Prefeitura, só a Rua Estados Unidos soma 975 vagas.