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Automedicação é prática que representa risco à saúde

(Foto: Fernanda Carvalho / Fotos Públicas) - Automedicação é prática que representa risco à saúde
(Foto: Fernanda Carvalho / Fotos Públicas)

Épocas do ano como o inverno, quando as pessoas ficam doentes com maior frequência, exigem atenção quanto à automedicação. A prática se torna recorrente, mas representa também um grave risco à saúde.

“A automedicação pode agravar doenças, mascarar sintomas importantes para o diagnóstico de doenças graves, interagir com alimentos e outros medicamentos usados pelo paciente, desenvolver resistência à micro-organismos (no caso do uso de antibióticos), causar alergias, dependência e intoxicações”, alerta a farmacêutica e coordenadora da Farmácia da PUCPR, Maria Fernanda Turbay Palodeto. Entre as doenças que acabam mascaradas pela automedicação estão dengue, zika e chikungunya.

Dados da Fiocruz de 2013 apontam que a automedicação intoxica três pessoas por hora no Brasil, registrando 138.376 intoxicações e 365 mortes causadas por medicamentos entre 2008 e 2012.

No caso dos antibióticos, especificamente, a utilização incorreta torna o micro-organismo resistente e desta maneira surgem as chamadas superbactérias, resistentes a quase todo tipo de antibiótico. “Por isso, usar antibióticos sem necessidade, sem indicação médica e sem orientação do farmacêutico, pode sim contribuir para o desenvolvimento de superbactérias”, explica Maria Fernanda.

A orientação é sempre consultar um médico antes de consumir o medicamento, pois estes profissionais conhecem o medicamento e suas ações no organismo. “Eles dispõem de informações valiosas, que podem otimizar o tratamento com orientações sobre melhores horários para utilização da droga, formas corretas de administração, alertas sobre possíveis interações medicamentosas, bem como reações”, completa a farmacêutica Mônica Cristina Sampaio Majewski.

Para esclarecer a gravidade da prática, uma equipe da PUCPR vai realizar nas próximas semanas ações de sensibilização nos ambulatórios do Hospital Universitário Cajuru e da Santa Casa de Curitiba. A proposta é estimular o uso correto dos medicamentos.

Colaboração Assessoria de Imprensa