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Casos de queimaduras por águas-vivas já passam de 11 mil no Litoral do Paraná

Casos de queimaduras por águas-vivas já passam de 11 mil

Desde o início da temporada de verão já foram registrados 11,5 mil casos de acidentes com águas-vivas no litoral paranaense. As ocorrências são frequentes e exigem atenção para a prevenção e cuidados.

Até o momento, Matinhos teve o maior número de vítimas, com pouco mais de 5 mil acidentes. Pontal do Paraná registrou 3.897 casos e Guaratuba 2.427. “Isso se deve ao comportamento das correntes marítimas e também às condições favoráveis para a reprodução das águas-vivas. É importante lembrar que elas estão em seu habitat natural e somos nós que dividimos este espaço, sobretudo agora no verão”, explica a bióloga e coordenadora da Divisão de Zoonoses e Intoxicações da Secretaria de Estado da Saúde, Tânia Portelle.

A maioria dos acidentes ocasiona acidentes leves, em que há apenas dor em queimação no local de contato com o animal. A assistência é feita pela equipe de guarda-vidas do Corpo de Bombeiros na beira da praia. “O atendimento consiste na aplicação de vinagre na região da pele que teve contato com os tentáculos da água-viva. Isso serve para aliviar a dor e barrar a ação da toxina do animal”, contou Tânia. Aplicar água do mar na área atingida também pode ajudar a diminuir a dor.

Em casos moderados, a vítima sente dores pelo corpo, mal-estar ou vômito, é necessário buscar atendimento médico imediatamente. Em Guaratuba quem recebe vítimas de acidentes com animais marítimos é o Pronto Atendimento Municipal. Em Matinhos é o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes e em Pontal do Paraná são dois locais: Prontos Socorros de Shangri-lá e Praia de Leste.

Em casos de dúvidas, uma central de atendimento 24h pode ser contatada para orientar o que pode ser feito em casos de acidentes com águas-vivas, envenenamento e intoxicações. A ligação é gratuita e o atendimento é feito pelo 0800-410-148.

Dicas para evitar acidentes

  • Procure estar sempre em uma área protegida por guarda-vidas.
  • Pergunte ao guarda-vidas se há grande incidência desses animais marinhos no local e, se houver, evite entrar no mar.
  • Entre no mar no máximo com a água até a cintura.
  • Se você sentir dor em queimação ou ardência, saia imediatamente da água, pois pode ter sofrido um acidente de contato com águas-vivas.
  • Lave o local com água do mar sem esfregar as mãos na área afetada (nunca lave com água doce, ou outra substância, como bebidas alcoólicas ou urina).
  • Procure um posto de guarda-vidas para colocar vinagre na área atingida (isso neutraliza a ação da toxina).
  • Pessoas alérgicas, que apresentarem outros sintomas, como mal-estar e vômito, ou tiverem grande área corporal atingida, devem procurar atendimento médico.
  • Não toque nos animais, mesmo aqueles que estejam aparentemente mortos na areia da praia.

Colaboração Daniela Borsuk/ Agência de Notícias do Paraná