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Curitiba é referência mundial no diagnóstico e tratamento da Anemia de Fanconi

Pouca gente sabe, mas o Brasil é referência mundial no diagnóstico e tratamento da Anemia de Fanconi, uma doença tão rara quanto devastadora para as crianças e os adolescentes atingidos por ela. Há 10 anos, o índice de sobrevida de pacientes com a enfermidade girava em torno de 20%. Hoje esse número aumentou para cerca de 95%, graças ao trabalho inédito do Serviço de Transplante de Medula Óssea (STMO) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR), onde as expertises médicas em torno da doença foram intensamente desenvolvidas.

A maioria das crianças e jovens que desenvolvem a Anemia de Fanconi, ao chegar próxima dos 20 anos, possui grande chance de desenvolver câncer de boca e pescoço. "É uma doença grave, de ordem genética, que atinge crianças e adolescentes e gera outras complicações extremas, como leucemia, insuficiência progressiva da medula, anomalias no esqueleto e alterações renais. A doença não tem cura. Mas, se diagnosticada cedo, é possível curar sua principal complicação hematológica: a falência da medula óssea", explica a presidente do Instituto TMO, Regina Bruni. Por isso o alerta sobre como detectar os sinais primários da doença é tão importante.

O Instituto TMO, entidade sem fins lucrativos que atua no apoio aos centros de transplante de medula óssea, luta para incluir a doença no protocolo de doenças graves brasileiro. "O tratamento é viável, a ampliação da sobrevida é mais do que possível e nós temos essa expertise. Não há motivos para o Brasil virar as costas para suas crianças atingidas pela Anemia de Fanconi. Como referência mundial no assunto, podemos ajudar não apenas os nossos pacientes, mas cooperar com o tratamento de crianças e adolescentes no mundo todo”, destaca Regina.

Recentemente, o Instituto TMO produziu um vídeo que ilustra bem essa história e colabora para o processo de sensibilização social.

Sobre o TMO

Fundado em 1988 por um grupo de empresários, o INSTITUTO TMO é uma entidade beneficente, sem fins lucrativos, de apoio aos Centros de Transplante de Medula Óssea do Brasil. Na capital paranaense, seu trabalho é direcionado ao Serviço de Transplante de Medula Óssea (STMO) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, e atualmente está formatando novas diretrizes para ampliar seu trabalho por todo o país.

Através da realização de eventos e projetos sociais, o TMO busca promover a integração entre pacientes em tratamento e comunidade. O sucesso desse trabalho é fruto da parceria entre profissionais da área de saúde e voluntários, que se unem com o único objetivo de salvar vidas.

Colaboração Assessoria de Imprensa