21°
Máx
17°
Min

Hospital Costa Cavalcanti inicia captação de córneas com coração parado

Foto: Assessoria de imprensa - Hospital Costa Cavalcanti inicia captação de córneas com coração parado
Foto: Assessoria de imprensa

A partir de maio, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC) iniciará captação de córneas com coração parado. Há mais de 10 anos o hospital já realiza captação de órgãos em pacientes com morte encefálica.

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do HMCC passou por dois treinamentos, e está capacitada, inclusive para fazer a abordagem correta com a família.

“Todos os profissionais envolvidos estão sendo sensibilizados com a postura de como abordar os familiares; que surpreendidos pelo falecimento de um ente querido ainda devem tomar a decisão de fazer a doação e dar esperança a uma outra pessoa”, frisa a coordenadora de enfermagem em exercício e membro da CIHDOTT do HMCC, Erica Cravo.

De acordo com a equipe, a retirada do globo ocular não modifica a aparência do doador. Para que se possa realizar uma doação desta natureza, é necessário expressar o desejo de doar aos familiares ainda em vida, pois somente com a autorização deles é que os procedimentos poderão ser realizados.

Segundo a enfermeira, qualquer pessoa que estiver na faixa etária entre 03 e 70 anos, que vier a óbito e não possuir nenhuma contraindicação clínica poderá ser doador as córneas.

“A partir da constatação do óbito, a CIHDOTT irá realizar a avaliação do potencial doador e a abordagem aos familiares do mesmo, para que estes tenham a oportunidade de decidir quanto à doação, proporcionando que pessoas voltem a enxergar e consequentemente tenham uma qualidade de vida melhor”, enfatiza.

Dados no Paraná

De acordo com a estatística da Central de Transplantes do Estado, cerca de 280 pessoas aguardam na fila por um transplante de córneas. Conforme a enfermeira Andréa Mattos, Gerente de Divisão UTI’s e membro da CIHDOTT, as córneas captadas no HMCC, tem até seis horas para chegarem ao Banco de Olhos de Cascavel.

“O trabalho deve ser rápido, entre o óbito, a abordagem da família, a retirada do órgão e o trajeto, deve ter no máximo seis horas”, explica Andréa.

Colaboração: Assessoria de imprensa