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Paraná bate recorde na captação de órgãos para transplantes

(Foto: Divulgação / AENPr) - Paraná bate recorde na captação de órgãos para transplantes
(Foto: Divulgação / AENPr)

Nas últimas 24 horas foram realizadas oito captações de órgãos para transplantes no Paraná. Até então, o recorde de captações no período de um dia era de seis doações, ocorrido em 2015. Este ano já foram contabilizadas 127 doações no Estado – número também recorde quando comparado aos primeiros cinco meses dos anos anteriores. 

De acordo com a coordenadora da Central Estadual de Transplantes (CET), Arlene Badoch, é a primeira vez na história da Central em que acontecem tantas captações em tão pouco tempo. “Isso mostra que o esforço que temos feito para sensibilizar a população sobre a importância da doação de órgãos e o trabalho voltado ao aperfeiçoamento de nossa estrutura está dando resultados”, comemora a coordenadora da CET, Arlene Badoch. 

No total, foram captados 16 rins, seis fígados e dois pâncreas. Sete rins foram transplantados em Curitiba, sendo dois transplantes conjugados com fígado e pâncreas. Um rim foi encaminhado para Pato Branco, um para Londrina e outros dois não apresentaram compatibilidade no Paraná e foram ofertados para o sistema nacional. Cinco deles ainda aguardam exames de compatibilidade. 

Todos os transplantes de fígado foram feitos na Capital do Estado. Um pâncreas foi transplantado em Curitiba e o outro ainda aguarda avaliação de compatibilidade. Também foram retiradas as córneas de quatro doadores, que serão enviadas a bancos de olhos, e duas captações de valvas cardíacas. 

As captações ocorreram entre quarta e quinta-feira (15 e 16) no Hospital do Rocio, em Campo Largo; Hospital Ônix, em Curitiba; Hospital Evangélico, também em Curitiba; Hospital Santa Rita, em Maringá; Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá; Hospital Bom Jesus, em Ponta Grossa; Hospital São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba; Hospital Metropolitano, em Sarandi, na região Norte do Estado. 

Doação

Para ser um doador não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar à família esse desejo. Rins, parte do fígado e da medula óssea podem ser doados em vida. Mas, em geral, a doação ocorre após a morte e sempre com a autorização familiar. 

Arlene explica que o transplante é a única chance de continuar vivendo para muitos pacientes e por isso o assunto da doação deve ser discutido. “Todas as pessoas são potenciais doadores de órgãos, mas como a doação só ocorre com a autorização dos familiares mais próximos é essencial que a vontade de doar os seja sempre comunicada em casa”, lembra a coordenadora.

Colaboração AENPr