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Pesquisadores atualizam o Plano de Ação Nacional para Conservação dos Papagaios

(Foto: Divulgação / SEMA) - Pesquisadores atualizam o Plano de Ação Nacional para Conservação dos Papagaios
(Foto: Divulgação / SEMA)

A nova etapa de elaboração do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Papagaios ameaçados da Mata Atlântica (PAN Papagaios) está sendo tratada na Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná. Desde segunda-feira (23) até está quarta-feira (25), pesquisadores e representantes de ONGs, de Universidades Federais e Estaduais, Ministério Público, além das polícias ambiental e federal estão reunidos na secretaria para montar o Plano.

O encontro, organizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) tem como meta elaborar o Plano Nacional para o período de 2016 a 2021. O documento é atualizado a cada cinco anos e compreende ações para conservação das espécies ameaçadas de extinção: Amazona pretrei, A. brasiliensis e A. rhodocorytha, além de ações direcionadas para A. aestiva e A. Vinacea. “São espécies de interesse especial que, apesar de não integrarem a lista oficial de espécies ameaçadas, são alvos do tráfico de animais silvestres e por isso precisam de ações que reforcem sua conservação”, destacou a bióloga Fernanda Braga, da Coordenadoria de Biodiversidade e Florestas da secretaria.

Segundo Patrícia Serafini, coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres (Cemave), do ICMBIO, a última revisão do plano, ocorrida em 2010, trouxe resultados significativos. “Em 2010 fizemos a revisão do plano e usando a metodologia estratégica de planejamento para a conservação das aves, aliado a um esforço conjunto, conseguimos tirar da lista de animais ameaçados de extinção, o papagaio-da-cara-roxa. O objetivo agora é de que em cinco anos, outras aves também saiam da lista”, disse Patrícia. 

O papagaio-de-cara-roxa vive apenas na Floresta Atlântica, no trecho que vai do litoral sul de São Paulo ao do norte de Santa Catarina. O litoral norte do Paraná, principalmente no parque nacional de Surepagui e na Estação Ecológica da Ilha do Mel, é onde há o maior número deste animal. 

De acordo com levantamento da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), que desenvolve trabalho de preservação no papaguaio-de-cara-roxa, nessa região do Paraná vivem cerca de cinco mil papagaios-de-cara-roxa, 85% do total da população total. 

O PAN Papagaios prevê 97 ações com prazo de execução até janeiro de 2021. “Mesmo saindo da lista de espécies ameaçadas, ainda são necessárias ações de conservação e de manejo para o papagaio-de-cara-roxa, pois sua população está muito concentrada e os riscos para a sobrevivência da espécie ainda persistem, em que pese todo o esforço de proteção”, avalia Fernanda Braga.

Colaboração AENPr.