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UTI do HUOP é convidada para dois estudos internacionais

Foto: Laís Laíny - UTI do HUOP é convidada para dois estudos internacionais
Foto: Laís Laíny

A UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de adultos do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) está fazendo parte de dois seletos grupos de estudos multicêntricos internacionais que projetarão o hospital nas principais pesquisas realizadas no mundo.

Nos dois casos, o HUOP participa de projetos envolvendo respiração de pacientes internados em UTIs de vários países.

“A inclusão da UTI adulto do HUOP apenas reforça a dedicação deste serviço e desta universidade em manter a qualidade no atendimento e na pesquisa”, afirma o dr. Amaury Cézar Jorge, coordenador da UTI.

Um dos estudos começou no dia 1º de maio e o segundo já é desenvolvido há mais de um ano. O mais recente é o Ventila Group, desenvolvido pela Universidade de Getafe, em Madrid, Espanha.

O coordenador da UTI adulto do HUOP, dr. Péricles Duarte, explica que UTIs de apenas 15 hospitais de todo o Brasil foram convidadas ao Ventila Group. No mundo, estão envolvidos 18 países da Europa, América do Sul e Israel.

“São convidadas centenas de UTIs em todo o mundo e de 1º a 31 de maio. Todos os pacientes submetidos ao aparelho de respiração artificial serão acompanhados e monitorizados. Ser convidado para uma pesquisa como essa, indica que o convite não é porque nosso HU é mais bonito que os outros. É porque que já temos tradição em pesquisa cientifica na área de respiração artificial”.

Segundo o dr. Péricles, o estudo vai envolver todos os pacientes da UTI que precisarem de respiração artificial e vai apontar como cada país utiliza o ventilador mecânico. A expectativa é de que uma média de 35 pacientes participe da pesquisa.

“Os estudos anteriores mostraram que o jeito de usar e as estratégias são diferentes em cada país. Queremos saber se uma pessoa daqui em respiração artificial vai ter o mesmo benefício de uma pessoa nos Estados Unidos”.

Os benefícios à UTI são o reconhecimento do HUOP perante a comunidade médica mundial, incentivo à pesquisa e exigência ainda maior na qualidade do serviço prestado.

“Diante da possibilidade de participar de um estudo internacional coloca uma série de exigências de qualidade, de monitorização, de descrever o que está sendo feito. É também um reconhecimento pois a maioria das UTIs do Brasil não foram convidadas. O terceiro benefício é o estímulo para a pesquisa e o quarto é os dados que coletarmos, uma parte podemos usar para nós mesmos”. 

Na UTI adulto do HUOP os responsáveis pela execução do estudo são a equipe médica, os docentes Amaury Cezar Jorge, Péricles Duarte e Thiago Giancursi. Da fisioterapia, as docentes Erica Fernanda Osaku e Cláudia Macedo Costa. Também participam os residentes de Fisioterapia em Terapia Intensiva.

Publicação em revistas científicas

 Todo o resultado da pesquisa será publicado em revistas científicas que são referências mundiais.

“Os dados serão publicados em uma revista cientifica. As últimas três edições dos estudos foram publicados na melhor revista de UTI que existe e outra na segunda melhor revista de medicina do mundo. É um estudo com uma performance científica muito grande. Todo mundo da medicina vai ler”.

Estudo com Hospital do Coração

Um segundo estudo que o HUOP já participa há mais de um ano é o ART (Alveolar Recruitment Trial). Esta pesquisa é coordenada pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração (IEP-HCor). Segundo a professora da Residência em Fisioterapia, dra. Erica Fernanda Osaku, a UTI adulto do HUOP participa com outras 130 UTIs.

“O objetivo é avaliar o efeito de uma manobra de expansão pulmonar associada a uma pressão suficiente para manter os pulmões abertos após a manobra versus o tratamento padrão”, explica a dra. Érica.

Ela detalha que nos estudos a participação dos pacientes é voluntária em que os familiares são convidados a aceitar ou não a inclusão dos mesmos no estudo. Os dados coletados são usados para os propósitos dos estudos e são mantidos em confidencialidade.

Os resultados são divulgados sem a identificação de nenhum paciente participante. A professora Dra. Erica Fernanda Osaku destaca a importância do envolvimento dos residentes nestes estudos.

“Eles aprendem na prática a importância de como fazer pesquisa científica, já que geralmente contém grande variedade de dados a serem coletados, são estudos multicêntricos e de grande impacto acadêmico".

Colaboração: Assessoria de imprensa