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Você já ouviu falar em Insuficiência Cardíaca?

Foto: Ilustração - Você já ouviu falar em Insuficiência  Cardíaca?
Foto: Ilustração

A doença conhecida por ‘coração cansado’ é silenciosa, porém demonstra sinais de alerta. A Insuficiência Cardíaca (IC) é um estado no qual o coração se torna “fraco”, ou seja, incapaz de bombear a quantidade de sangue que o organismo necessita.

Segundo o cardiologista do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), Dr. Eduardo Martins, a falta de orientação aos pacientes é um dos fatores responsáveis pelo alto índice. “A insuficiência cardíaca é uma resposta tardia ao nosso comportamento errado. 

Se tivermos hábitos saudáveis, nosso corpo responderá positivamente, mas se nossa maneira de viver for doente, bebendo e fumando, por exemplo, ou dentro do sedentarismo, nosso coração sofrerá as consequências”, destaca o médico.

Com diagnóstico precoce, é possível retardar a evolução da doença e proporcionar uma vida normal ao paciente, com rotina de exercícios e dieta controlada, além do auxílio de medicamentos. Mas, sem esses cuidados, a enfermidade representa um importante risco. 

“A mortalidade é mais alta do que alguns tipos de câncer. Mas, se cuidar, a pessoa melhora e vive bem. Claro que depende de cada paciente, mas tem gente que leva vida normal”, pondera o cardiologista.

Para o agricultor Balbino de Oliveira, 87 anos, a alimentação saudável, aliada a caminhada diária e orientações médicas são essenciais. 

“Se hoje tenho uma vida normal, são pelos cuidados que tenho”, diz o paciente diagnosticado com insuficiência cardíaca há um ano.

 Atenção aos sinais de alerta:

  • Pressão arterial elevada
  • Doença arterial coronariana
  • Infarto
  • Diabetes e medicações oncológicas (para tratar câncer)
  • Cardiopatias congênitas
  • Consumo de álcool
  • Valvopatias (doença das válvulas do coração)
  • Arritmia (batimentos cardíacos irregulares).

Os  sintomas mais comuns da insuficiência cardíaca são:

  • Falta de ar na atividade física ou acordar com falta de ar
  • Cansaço e fadiga importante (não confundir com desmotivação)
  • Inchaço dos pés e tornozelos associado ao cansaço
  • Inchaço do abdômen associado ao cansaço
  • Ganho de peso rápido ou perda de peso excessiva
  • Pulso irregular ou rápido
  • Alguns pacientes com insuficiência cardíaca não apresentam sintomas. Nessas pessoas, os sintomas podem aparecer somente sob as seguintes condições:
  • Ritmo cardíaco anormal (arritmias)
  • Anemia
  • Hipertireoidismo
  • Infecções com febre alta
  • Doença renal. 

O Hospital Ministro Costa Cavalcanti

O HMCC, por sua vez, tem trabalhado arduamente lado a lado com os pacientes diagnosticados com IC.

Após dois anos de pesquisas, o hospital implantou o Protocolo para garantir a utilização dos medicamentos recomendados pelas diretrizes assistenciais, intensificar e unificar a participação da equipe multiprofissional (formada por farmacêutico, nutricionista, enfermeiro, assistente social, psicólogo, fisioterapeuta e médico), oferecendo suporte ao médico e ao paciente durante a internação e orientações antes da alta hospitalar (educação do paciente), pois, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a doença um problema de saúde pública.

“Protocolo é algo diferente de diretriz. No protocolo fazemos o acompanhamento de toda a cadeia assistencial: paciente, médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos e assistente social. O protocolo puxa o serviço para a qualificação, pois mostra as dificuldades e aponta soluções. Com isto queremos melhorar os números da IC dentro do Hospital Ministro Costa Cavalcanti ”, enfatiza Dr. Eduardo.

Alguns dados importantes:

  • - É a principal causa de internação relacionada a doenças do aparelho circulatório
  • - Equivale a 3% das internações gerais
  • - 23% das doenças cardíacas
  • - 1 a 2% da população adulta, tem IC em países desenvolvidos
  • - 10% com mais de 70 anos

“A preocupação mundial é tamanha, que somente os Estados Unidos investirão cerca de 70 bilhões de dólares até 2030 para controlar a doença”, frisa o médico coordenador do protocolo, Dr. Eduardo Martins.

Colaboração: Assessoria de imprensa