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À espera de definições, Bovespa fecha o dia perto da estabilidade

A Bovespa teve um pregão de baixo volume de negócios e trajetória lateral nesta terça-feira, 30, com os investidores à espera de definições. A Bolsa brasileira iniciou o dia em alta, perdeu fôlego com o cenário externo mais adverso e operou em leve baixa na maior parte do tempo, num comportamento atribuído a uma leve realização de lucros. Ao final dos negócios, ficou praticamente estável, em baixa de 0,06%, aos 58.575,42 pontos, com R$ 5,36 bilhões em negócios.

A sessão do Senado que ouviu advogados de acusação e defesa no processo de impeachment de Dilma Roussef não influenciou os negócios diretamente, mas manteve os investidores atentos. Mesmo com um placar aparentemente menos folgado que o esperado, o afastamento definitivo de Dilma continuou a ser dado como certo.

Assim, a expectativa se volta ao presidente em exercício, Michel Temer, que nesta quarta-feira, 31, viaja para a reunião do G-20, no mesmo dia em que deve ocorrer a votação final do processo de impeachment. A um dia da grande definição, investidores optaram por não assumir grandes posições.

O cenário internacional, que nesta segunda-feira impulsionou a Bovespa para uma alta de 1,55%, hoje exerceu força contrária. O temor de efeitos de um aperto monetário nos Estados Unidos voltou a reduzir o apetite por risco, o que fortaleceu o dólar e enfraqueceu o mercado de renda variável.

Com a queda das bolsas americanas, a Bovespa abandonou ainda pela manhã o movimento de alta, que havia chegado a 0,46% (58.882 pontos). Na mínima, o Índice Bovespa chegou a cair 0,54% (58.293 pontos).

Algumas das ações que mais subiram na segunda-feira, acompanhando seus pares no exterior, acompanharam nesta terça esses mesmos pares na correção. Foi o caso dos papéis da Vale, que devolveram os ganhos da véspera, com quedas de 2,49% (ON) e 2,01% (PNA). Algumas ações de bancos também passaram por realização de lucros. Banco do Brasil, que havia subido mais de 4% na véspera, recuou 0,38%.

Em meio ao compasso de espera, parte das oscilações da Bolsa foi comandada pelo noticiário corporativo. As ações da Petrobras resistiram mais uma vez à queda dos preços do petróleo e operaram em alta na maior parte do tempo, incentivadas por notícias sobre avanços no plano de desinvestimento da companhia.

Na segunda-feira o mercado havia reagido bem à notícia da existência de candidatos à aquisição da BR Distribuidora. Nesta terça, o destaque foi a possível venda da participação da estatal na petroquímica Braskem. Com isso, Braskem PNA subiu 5,64% e liderou as altas do Ibovespa. Petrobras PN subiu 1,71% e Petrobras ON perdeu fôlego na última hora de negócios, fechando em baixa de 0,07%.