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Alguns membros não irão ao encontro em Doha para congelar produção, diz Opep

Alguns dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) podem não estar presentes na reunião no Catar no próximo mês, na qual os produtores da commodity planejam discutir um pacto global para congelar a produção nos níveis de janeiro e apoiar os preços, disse nesta segunda-feira o secretário-geral da Opep, Abdalla Salem el-Badri.

"Eu ouço que cerca de 15 países irão participar. Talvez alguns de nossos membros não participem. Alguns dos países de fora da Opep não vão participar, mas 15 ou 16 países entre os principais produtores não é um número ruim", disse Badri em entrevista coletiva em Viena.

Na semana passada, o Catar afirmou que realizaria um encontro em 17 de abril em Doha, para produtores de dentro e fora da Opep, cartel que controla um terço da produção mundial da commodity. A reunião ocorre após em 16 de fevereiro Arábia Saudita, Rússia, Catar e Venezuela anunciarem um acordo para congelar a produção nos níveis de janeiro, a fim de equilibrar o mercado e impulsionar os preços.

Badri disse que as conversas para um congelamento já geraram impacto positivo nos preços, mas ainda é muito cedo para dizer se os produtores poderiam decidir sobre ações no futuro para estabilizar as cotações, em um estágio posterior. "Deixem-nos ir agora passo a passo. "Deixem-nos ir agora para o congelamento e ver o que pode acontecer e então conversaremos sobre mais passos no futuro", avaliou. Segundo a autoridade, a Opep sozinha não consegue balancear o mercado de petróleo.

"Eu espero que seja uma reunião bem-sucedida. Espero que os preços já tenham atingido seu piso agora", afirmou Badri. "Eu não espero que os preços aumentem muito, mas creio que eles subirão em um nível moderado."

Um acordo teria impacto limitado se não incluísse o Irã. Sétimo maior produtor, o país busca elevar sua oferta, após se livrar de sanções internacionais. O ministro do Petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, disse que seu país não participará da iniciativa até que atingir 4 milhões de barris por dia de produção, de 3,2 milhões de barris por dia atualmente.

Zanganeh havia inicialmente demonstrado apoio ao congelamento, sem se comprometer com ele. Mas após o ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi, parecer insistir que o Irã se una ao congelamento, Zanganeh atacou o acordo publicamente como "uma piada" e disse que outros produtores deveriam "nos deixar em paz".

Badri disse que depende do Irã participar ou não do congelamento e que Teerã pode se unir à iniciativa no futuro. O país persa não se opõe ao encontro em si, mas tem objeções sobre se pode ou não congelar sua própria produção. Fonte: Dow Jones Newswires.