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Alta das vendas é insuficiente para volta à trajetória sustentável, diz IBGE

A alta de 0,5% nas vendas do varejo em abril ante março ainda não é suficiente para trazer os indicadores do comércio para uma trajetória mais sustentável, afirmou nesta terça-feira, 14, a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Isabella Nunes. Ela destacou que a queda de 6,7% em abril ante abril de 2015 é a maior, nessa base de comparação para meses de abril, desde o começo da série da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), iniciada em 2001.

O recuo de abril foi o também o 13ª seguido nessa base de comparação. "Na comparação com 2015, as vendas do varejo estão mantendo a queda, que atinge a maior parte das atividades", disse Isabella, em entrevista coletiva, no Rio.

No primeiro quadrimestre, a queda ante igual período de 2015 foi de 6,9%, a maior do período na série da PMC, iniciada em 2001.

Explicações

A elevada inflação acumulada em 12 meses até abril, o aumento do desemprego e a queda da renda na comparação de abril passado com igual mês de 2015 e a restrição do crédito ajudam a explicar o quadro, segundo Isabella. A pesquisadora lembrou que o consumo das famílias encolheu 6,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, na comparação com igual período de 2015.

Além disso, a Páscoa teve influência negativa pontual sobre as vendas de supermercados, atividade cujas vendas encolheram 4,4% em abril ante igual mês de 2015. Segundo Isabella, o feriado móvel contribui para o aumento das vendas nesse segmento e, em 2016, o feriado foi em março - enquanto, em 2015, foi em abril, elevando a base de comparação.