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Alta de alimentos e remédios responde por mais da metade do IPCA-15, diz IBGE

Os alimentos e os remédios foram os principais responsáveis pela alta de 0,86% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), divulgou nesta sexta-feira, 20, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços dos alimentos avançaram 1,03% e os dos remédios, 6,5%. Juntos, contribuíram com 0,48 ponto porcentual na formação do índice e responderam por mais da metade, 56%, da taxa do mês.

O grupo alimentação e bebidas teve impacto de 0,27 ponto porcentual, com destaque para batata inglesa (29,65%), feijão carioca (5,04%), farinha de mandioca (4,45%) e leite (2,82%).

O IBGE ressaltou ainda que a soma das altas dos remédios de maio e abril alcança 9,31%, reflexo do reajuste de 12,5%, em vigor desde 1º de abril. Em maio, a contribuição dos remédios para o avanço do IPCA-15 foi de 0,21 ponto porcentual. O grupo saúde e cuidados pessoais apresentou alta de 2,54%, a mais elevada variação dentre os grupos.

A taxa de água e esgoto, item do grupo habitação (0,99%), também foi destaque entre as principais contribuições para a formação da inflação, com impacto de 0,13 ponto porcentual. A alta atingiu 9,03% no mês, por conta da variação de 35,93% na região metropolitana de São Paulo, reflexo do fim do Programa de Incentivo à Redução do Consumo de Água.

Entre os demais itens que pressionaram o índice do mês, os principais foram: cigarro (3,70%), telefonia celular (3,40%), automóvel usado (2,38%), TV, som e informática (2,38%), roupas de cama, mesa e banho (2,08%), leitura (1,85%), automóvel novo (1,11%), artigos de limpeza (1,10%), plano de saúde (1,06%), roupa feminina (1,05%), artigos de higiene pessoal (0,92%), mão de obra pequenos reparos (0,87%), empregado doméstico (0,87%), condomínio (0,81%), serviços médicos e dentários (0,79%) e roupa masculina (0,71%).

Já entre os itens em queda no mês, os destaques foram as passagens aéreas, com -8,59%, e o etanol, cujo preço do litro ficou 8,54% mais barato.

A análise por região apontou Fortaleza como a que apresentou a principal alta, de 1,19%. Os menores índices foram os de Brasília (0,55%) e de Goiânia (0,58%). Em Salvador, a alta foi de 1,13%; em Porto Alegre, de 0,98%; Rio de Janeiro, de 0,90%; Belém e São Paulo, de 0,88%; Curitiba, de 0,81%; Recife, de 0,72%; e Belo Horizonte, de 0,70%.