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Alterações na política fiscal terão impacto em 2017, diz diretor do BC

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Altamir Lopes, avaliou nesta quinta-feira, 31, que as alterações na política fiscal não afetam a inflação no curto prazo, mas irão ter impacto em 2017. Ele voltou a dizer que o BC mudou a avaliação sobre o fiscal de impulso neutro para expansionista devido à queda de receitas.

"A política fiscal tem seus 'lags', mas afeta em termos de termos de expectativas. Se você explicita suas metas, mesmo que sejam ruins, isso reduz muito a volatilidade e o que ficam são os resultados efetivos", afirmou, ao comentar o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado nesta quinta pelo BC.

Lopes voltou a dizer ainda que a autoridade monetária trabalha com o câmbio "como está". "Trabalhamos com um câmbio mais estável este ano, ao contrário do que o observado em 2014 e 2015. Isso, claro, favorece o alcance dos objetivos da política monetária já mencionados anteriormente", completou.

Questionado por jornalistas por quê o BC não incluiu na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom) a afirmação de que os juros não cairão no período à frente - que está no RTI de hoje -, o diretor respondeu que a instituição entende que o recado foi dado em discursos. "Acreditamos que a ata não era espaço para repetir a informação. O RTI abre mais a possibilidade análise de balanço de riscos do que a ata", argumentou.

Programa de swaps

O diretor de Política Econômica do Banco Central afirmou que a autoridade monetária não tem planos de fazer um novo programa de swaps. Ele ressaltou que a decisão de utilizar as operações de swap reverso, equivalente a uma compra futura de dólares, foi aproveitamento do BC de uma janela de oportunidade e que o BC também viu chance de reduzir posições.

Lopes ressaltou que continuar rolando swaps ou não vai depender, já que o comportamento é diário.