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Após 4 altas seguidas, Bovespa tem pregão de correções e recua 1,05%

Depois de ter subido 3,93% em quatro pregões consecutivos de altas, a Bovespa teve um pregão de correções nesta terça-feira, 11, influenciadas em boa parte pelo desempenho negativo dos mercados internacionais. No cenário interno, a emblemática vitória do governo na votação em primeiro turno da PEC do Teto manteve a confiança do investidor, limitando uma correção mais significativa. O Índice Bovespa já iniciou o dia em terreno negativo e fechou aos 61.021,84 pontos, com queda de 1,05%. O volume de negócios totalizou R$ 7,72 bilhões.

Entre as ações que se destacaram na queda no pregão de hoje estiveram justamente as que mais haviam subido recentemente. Foi o caso de Vale e Petrobras, por exemplo. As ações da petrolífera estatal acompanharam à risca as perdas do petróleo nas bolsas de Londres e do Reino Unido e terminaram o dia com declínio de 2,34% (ON) e de 2,16% (PN). Já as da Vale caíram mesmo ante o novo avanço do minério de ferro no mercado chinês. Ao final do pregão, os papéis da mineradora perderam 2,36% (ON) e 1,77% (PNA).

Já nos Estados Unidos, além da influência do petróleo, pesou sobre os negócios a cautela antes da divulgação de resultados corporativos trimestrais e as especulações em torno da política monetária americana. Amanhã, quando os mercados brasileiros estarão fechados devido ao feriado, será conhecida a ata da última reunião do Federal Reserve, da qual sempre se espera pistas sobre os próximos passos da política de juros dos EUA.

Internamente, a aprovação da PEC dos gastos em primeiro turno na Câmara foi um importante pano de fundo para os negócios, embora a repercussão já viesse sendo antecipada. O arquivamento das mudanças na lei de repatriação de recursos, por sua vez, foi minimizado na bolsa.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores quedas ficaram com Bradespar PN (-7,76%), Pão de Açúcar PN (-2,72%) e Gerdau (-2,56%). Com o resultado de hoje, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 4,55% em outubro e de 40,77% em 2016. Na última sexta-feira, 7, os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 299,135 milhões na Bovespa. No mês, a bolsa registra saldo positivo de R$ 1,853 bilhão, praticamente todo o volume que saiu do mercado em setembro.