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Após duas altas, índice nacional de confiança do consumidor da ACSP cai em julho

O índice nacional de confiança do consumidor, calculado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), caiu para 68 pontos em julho, ante 70 pontos em junho e 83 pontos em julho de 2015. Em abril o indicador havia tocado a mínima recorde de 64 pontos, e depois disso subiu por dois meses seguidos. Valores acima de 100 pontos indicam otimismo, enquanto resultados abaixo dessa marca mostram pessimismo.

"O sinal de alerta é pontual e não pode ser caracterizado como uma tendência de piora na confiança. Precisamos esperar os próximos meses. De qualquer forma, os dados merecem muita atenção", afirmou Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Na divisão geográfica, o Sul teve o pior desempenho, com 63 pontos em julho, de 72 pontos em junho. No Norte/Centro-Oeste a confiança caiu para 70 pontos, de 76 pontos. Em ambos os casos, o desempenho negativo deve-se a eventos climáticos (como secas, geadas e temporais), que atrapalharam o setor agrícola. Já no Sudeste houve alta para 71 pontos, de 69 pontos, e no Nordeste o avanço foi para 66 pontos, de 65 pontos.

O índice de confiança específico do consumidor paulista registrou 69 pontos em julho, de 65 pontos em junho e 79 pontos em julho de 2015. Segundo a ACSP, as expectativas favoráveis em relação aos cenários político e econômico podem ter contribuído para essa melhora no caso de São Paulo.

Mesmo assim, o índice está bem abaixo de 100 pontos, o que indica forte pessimismo. "As famílias estão consumindo menos, em decorrência da crise, e as pessoas estão inseguras em seus empregos, derrubando a confiança", disse Burti.

Em relação aos grupos socioeconômicos, a classe C foi a que apresentou maior queda, com 64 pontos em julho, de 69 pontos em junho. A classe A/B ficou estável em 62 pontos e na classe D/E houve alta para 81 pontos, de 77 pontos.

Quando perguntados sobre sua situação financeira atual, apenas 25% dos entrevistados responderam que é muito boa, boa ou razoavelmente boa em julho (de 26% em junho), enquanto 51% disseram que a situação é muito ruim, ruim ou razoavelmente ruim (mesmo nível do mês anterior).

Em relação ao futuro, a percepção não é muito melhor: 31% acreditam que estarão numa situação financeira melhor daqui a seis meses (de 33% antes), enquanto 28% se veem em um futuro pior (estável ante o mês anterior).

Em julho, apenas 14% dos entrevistados disseram se sentir seguros no emprego, enquanto 56% expressaram insegurança. Ao mesmo tempo, 61% disseram conhecer alguém que perdeu o emprego nos últimos seis meses em função das condições econômicas ruins. Cada entrevistado disse conhecer, em média, 5,38 pessoas que perderam o emprego nesse período.

Nesse cenário, 69% dos entrevistados disseram se sentir menos confortáveis hoje do que há seis meses para fazer uma compra maior, como de uma casa ou carro, por exemplo. Apenas 8% se mostraram mais confortáveis. No caso de compras de médio porte, como geladeira ou fogão, 65% estão menos confortáveis e 13% mais confortáveis.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ipsos entre os dias 1º e 12 de julho, a partir de 1,2 mil entrevistas domiciliares, em 72 municípios do País.