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Após forte alta, dólar reduz ritmo e fecha a R$ 3,5249

A decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular o processo de impeachment na Casa gerou forte volatilidade no mercado financeiro nesta segunda-feira, 9. O dólar chegou a disparar 4,82%, refletindo o sobressalto dos investidores diante da possibilidade de o processo de impeachment sofrer um revés. No entanto, a percepção de que a medida terá poucas chances de se sustentar acabou por acalmar os ânimos ao longo do dia. Ainda assim, a divisa terminou o dia em alta de 0,61%, cotada a R$ 3,5249 no mercado à vista.

A decisão de Maranhão veio em resposta a um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) para anular a sessão que aprovou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. A notícia inesperada fez disparar ordens de compra. Aos poucos, passado o estresse inicial, as cotações foram se acomodando. Isso porque juristas e consultorias indicaram que a decisão de Maranhão poderia ser revertida, seja no Supremo Tribunal Federal, seja no próprio Senado.

Uma das avaliações era de que, como o processo já está no Senado, não haveria espaço para anulação ou retrocesso da questão na Câmara. Notícias de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) ignoraria a decisão e manteria o processo no Senado - que mais tarde se confirmaram - reforçaram essa percepção durante a tarde.

Antes da notícia da anulação, o dólar já operava em alta, num reflexo da aversão ao risco dos investidores externos. As exportações da China caíram 1,8% em abril, na comparação com igual mês de 2015, contra previsão de estabilidade. As importações recuaram 10,9%, ante expectativa de -4,0%. Já as importações de petróleo cresceram 7,6% - único dado positivo, por indicar aquecimento econômico.