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Após indiciamento de 55 empresários, Sindicombustíveis nega cartel

(foto: Agência Brasilia) - Após indiciamento de 55 empresários, Sindicombustíveis nega cartel
(foto: Agência Brasilia)

O delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Alan Flore concluiu o inquérito que investiga a suspeita de formação de cartel entre postos de combustíveis de Londrina. Foram indiciados 55 donos de postos acusados de combinar os preços de etanol e gasolina vendidos na cidade. A pena prevista é de até cinco anos de prisão.

O Sindicombustíveis enviou uma nota à imprensa afirmando que a prática é repudiada pela entidade, que preza pela liberdade de iniciativa e livre concorrência.

“O mercado de revenda de combustíveis é, em geral, extremamente dinâmico e competitivo e, em razão disso, flutuações de preços são constantes e até mesmo esperadas em mercados submetidos ao regime de preços livres. Alterações de preços podem ocorrer a qualquer momento, conforme a interação entre oferta e demanda num ambiente de livre mercado, mesmo quando não haja correspondentes alterações nos custos dos agentes econômicos. Este fato se observa em inúmeros outros mercados e não apenas no ramo de combustíveis”, afirma o sindicato.

No entendimento do sindicato, além da comprovação de alterações nos preços, é preciso “prova robusta” da combinação de preços entre concorrentes.  “Caso haja prova, os infratores devem ser punidos de acordo com a lei. Contudo, caso não existam provas de ajuste de preços entre concorrentes capazes de comprovar o pretenso cartel, o Sindicombustíveis empregará todos os legítimos esforços para que a imagem dos revendedores prejudicados com referidas alegações seja integralmente recuperada”, conclui a nota.