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Após revisões, IBC-Br de 2015 sofre pouca alteração e fica em queda de 4,23%

A queda da economia brasileira medida pelo Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) teve uma alteração mínima com as revisões promovidas na série nesta sexta-feira, 22. A medição oficial do Produto Interno Bruto (PIB) pelo IBGE apontou para uma queda da economia de 3,8% no ano passado na comparação com 2014. Pelo indicador do BC divulgado pela primeira vez em fevereiro deste ano, esse recuo havia sido de 4,08%.

Quando, ao final de março, a instituição anunciou uma mudança metodológica na formulação de seu indicador, essa queda ficou mais acentuada, em 4,22%, segundo cálculos feitos pelo Broadcast na ocasião. Nesta sexta, com os novos ajustes na série apresentadas pelo BC - há revisões mensais dos números -, a retração da economia verificada em 2015 foi de 4,23%.

Essas atualizações feitas pelo BC nesta sexta foram menos fortes do que as verificadas mensalmente até então. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. De acordo com o BC, a nova série incorpora a estrutura de produtos e avanços metodológicos do Sistema de Contas Nacional - Referencia 2010, do IBGE.

Destacam-se também a incorporação da PNAD Contínua em substituição à Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e a da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). "A despeito das modificações implementadas, as séries do IBC-Br antes e após as alterações descritas apresentam evolução similar", trouxe o slide de apresentação do diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes.