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Após seis dias de alta, dólar recua 1,03% com menor ação do BC

O dólar teve uma sessão de correções e voltou a cair frente ao real nesta sexta-feira, 19, depois de seis altas consecutivas. A realização dos lucros recentes foi deflagrada pela decisão do Banco Central (BC) de reduzir a oferta de contratos swap cambial reverso, voltando ao montante dos 10 mil contratos da ração diária ofertada até a metade da semana passada.

Após ter subido 3,47% em seis dias de alta, o dólar à vista recuou 1,03% nesta sexta e fechou cotado a R$ 3,2046. No cenário internacional, no entanto, a tendência majoritária foi de alta do dólar.

A sexta-feira foi de noticiário bastante escasso, o que levou os investidores a estender o olhar para os eventos esperados a partir da próxima semana, que terá agenda extensa e relevante.

No Brasil, o principal destaque será a entrada na fase final do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. Para os investidores, a confirmação de Michel Temer como presidente efetivo deverá ser marcada por um endurecimento de seu discurso, de forma a garantir o avanço das medidas de ajuste fiscal.

Na tarde destas sexta, Temer reuniu-se com ministros e parlamentares em São Paulo, para tratar de temas de interesse do governo no Congresso, entre eles o Orçamento para 2017, a recriação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), a renegociação da dívida dos Estados e aumentos para o funcionalismo público. Para o mercado, a leitura desse encontro é que Temer já trabalha nessa nova postura.

Nos Estados Unidos, a expectativa maior é pelo discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, na sexta-feira, dia 26. A alta do dólar frente a outras moedas foi favorecida pela percepção de que a retomada do ciclo de aumentos de juros nos Estados Unidos pode acontecer ainda este ano, ao contrário das apostas majoritárias de dias atrás.

Isso porque a ata "dovish" do Federal Reserve, divulgada na quarta-feira, 17, não apagou totalmente a luz amarela acesa um dia antes pelo presidente do Fed de Nova York, William Dudley, que acenou com a possibilidade de elevação de juros já na reunião de política monetária de setembro.